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Resenha: Loucura (2015)

Álbum de Adriana Calcanhotto

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Um canto marcadamente sereno e um tributo à altura do "rei da dor de cotovelo".

Por: Maik Antunes

16/04/2020

A fim de interpretar um belo punhado de sucessos de Lupicínio Rodrigues (1914-1974) – o aclamado rei das canções de "dor de cotovelo" –, Adriana Calcanhotto não precisou fazer muita coisa além de ser ela mesma.

Um canto marcadamente sereno, pelo qual se fez mais conhecida já no decorrer dos anos ‘90 – lembre-se, inclusive, que é de 1990 a releitura de "Nunca", sua primeira gravação de um sucesso deste seu conterrâneo de Porto Alegre (RS) –, e uma música tão suave quanto fora aquela que, em sua época, escolhera o próprio Lupicínio para embalar seus dissabores amorosos.

Acompanhada por músicos como Cézar Mendes e Dadi Carvalho (nos violões), Alberto Continentino (no baixo) e Jessé Sadoc (nos sopros) – além da participação de Arthur Nestrovski (no violão), Arthur de Faria (no acordeon) e Cid Campos (no dobro e no violão) –, Calcanhotto retoca, ao vivo, verdadeiras pérolas do cancioneiro de Lupicínio, tais como:

•	"Volta"; 
•	Nervos de Aço";
•	"Esses Moços";
•	"Felicidade" e, dentre várias outras:
•	o próprio "Hino do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense".

No entanto, a grande surpresa, em se tratando de um registro em homenagem a Lupicínio Rodrigues, fica sendo, mesmo, a versão "funk carioca" para "Cenário de Mangueira" – versão, aliás, melodicamente adequada...

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