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Resenha: Tokyo Tapes (1978)

Álbum de Scorpions

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Fenômeno ao vivo

Por: Fábio Arthur

15/04/2020

Os Scorpions aportaram no Japão com o pacote completo, sucesso e discos vendendo bem. Como os americanos não davam força a banda, recorreram ao outro lado do mundo.

O disco marca de certa forma a imposição da banda ao mundo do mainstream. O long play foi gravado entre os dias 24 e 27 de abril de 1978, e o grupo estava fazendo a turnê de "Taken by Force", de 1977. Foi gravado no Nagano Sun Plaza e a produção ficou a cargo de Dieter Dierks, como sempre, e surpreendeu de forma positiva, bem timbrado. 

Algumas coisas são importantes de serem citadas, tais como a última fase de Uli Jon Roth com a banda e as faixas que ficaram de fora do trabalho, tais como "Hell Cat" e  "Catch your Train", que foram gravadas e saíram do álbum duplo. Infelizmente, uma pena! 

A arte de capa veio no Japão com uma embalagem por fora de uma rosa grande, mas essa versão não foi para Europa e EUA e sim a clássica que conhecemos. Um dos shows foi perdido na gravação de início, o primeiro concerto, que segundo a banda estava com um nível ótimo. As outras noites eram inferiores mas foram usadas no original. A faixa "All Night Long" era um single e acabou sendo a faixa de entrada do show, mesmo não sendo tão conhecida no Japão na época.

A voz de Klaus naquela época já tinha sido avariada, mas mesmo assim sua performance estava ótima em drives e agudos, sem truques de estúdio. As guitarras soam ótimas perante álbum todo e o baixo marca firme com a bateria sóbria de Herman. O disco tem em torno de 85 minutos e foi lançado pela RCA. 

O repertório é amplamente bem elaborado no tracklist final. Dá-lhe "Picture Life", "Robot Man", "In Trance", "We'll Burn The Sky", "Fly to the Rainbow" e até algo do primeiro disco: "In Search of Peace of Mind". 
São tantas outras faixas que compõem o disco. Eu sempre ouvi esse em cópia K7 e nunca o comprei. Considero um disco bom, com pegada bem setentista. Adoro a fase antiga da banda, mas acredito que esse disco poderia ser melhor em termos estruturais, como ser mais abrangente na carreira do grupo com base nos discos e tirando as faixas lado B. 

Mesmo com todos os detalhes citados, esse ainda é um álbum clássico.

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