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Resenha: Come Out And Play (1985)

Álbum de Twisted Sister

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Resistindo

Autor: Fábio Arthur

09/04/2020

Com a produção de Dieter Dierks, a banda chegou após um sucesso estrondoso em um patamar um pouco desconfortável. Isso devido à continuidade sem o mesmo primor do clássico "Stay Hungry". Fator esse que culminou no começo de um certo declínio.

O apelo comercial caindo, mesmo com a ajuda da MTV em alguns promos para alavancar e os fãs também torceram o nariz para disco "Come Out and Play". 

Dierter, que era produtor dos Scorpions, não soube trabalhar com a banda, esse já marca um destaque negativo, e um outro porém foi a inclusão de uma faixa em conjunto com Alice Cooper, "Be Chrool to your Scuel", em que sopros e um clima fora do Hard trouxeram uma faixa descartável ao álbum. 

As turnês continuaram e a banda ainda trazia público, mas o fato é que saíram de álbuns notórios para seguir satisfazendo a si mesmos e isso dispersou a atenção alheia. Don Dokken participou com backing vocals também, além de elementos sutis inseridos pelos teclados de Alan John. Enfim o disco tem momentos memoráveis como a cover "Leader of the Pack" e "Out on the Streets". A balada "I Believe in You" poderia soar melhor, mas a caixa da bateria destoa total com som agudo e Reverb total em cima da faixa. 

Para a arte, Dee Snider inseriu dentes pontiagudos e pousou com camuflagem no interior do long play. Aliás, em termos de capa a coisa foi engenhosa. No vinil a tampa do boeiro se abre e você vê Snider em figura caricata. 

Disco razoável, mas que ainda assim consegue ser ouvido.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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