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Resenha: 1916 (1991)

Álbum de Motorhead

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Retomando a velha forma

Autor: Fábio Arthur

08/04/2020

Finalmente em 1991, pela WTG, o Motörhead voltou a gravar. A banda tinha um pormenor com sua ex-gravadora, o que impedia o grupo de circular com novo disco. Na verdade, a banda vinha carecendo de boa produção e também de uma divulgação exemplar. Com "1916", chegaram ao clímax ideal, em que o grupo pode realizar um trabalho nobre. 

Foram produzidos por Ed. Stasium e Peter Solen. Ambos repaginaram a banda de Lemmy. O som continuo, rápido e rocker, mas agora com qualidade essencial para os fãs. A banda vinha desde o disco "Rock and Roll" fazendo turnê desde 1988 e já executavam algo deste petardo de antemão, só que ainda não tinham material complementar, então foram adiante com turnês e inclusive aportando no Brasil em 1989. 

Esse sendo nono disco da banda é um dos mais aclamados por fãs, isso porque nem todos discos antecessores agradaram a todos. Talvez após o álbum "Iron Fist", fosse "Orgasmatron" o maior deleite do grupo entre a mídia. 

"Going to Brazil", feito após a primeira passagem do grupo aqui, retrata de forma inusitada a viagem, e inclusive na citação sobre a coca, a banda quer dizer sobre a droga e uso dela em voo e não do refrigerante, como algumas traduções ou resenhas dizem por aí. "Ramones" foi dedicada para a banda homônima e que o próprio Ramones veio regravar anos depois. Uma faixa ápice em seu todo, bem fértil e alia o estilo Motörhead de ser com um "quê" de Punk. "I'm so Bad (Babe I Don't Care)" é o primeiro clipe para essa nova fase e uma canção que foi tocada na tour anterior por aqui. Ainda temos, "No Voices in the Sky", a abertura com "The One Sing the Blues", "Love Me Forever e "1916". 

O disco marca a última aparição na banda de Phil Taylor e daqui adiante a coisa seria mais promissora.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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