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Resenha: Orchids (2002)

Álbum de Marco Minnemann

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Um disco de bateria com canções melódicas

Por: Márcio Chagas

04/04/2020

Se você gosta de música certamente já ouviu falar do baterista alemão Marco Minnermann. O músico já participou de uma infinidade de projetos, tendo tocado desde bandas pesadas como Kreator, até grupos rock progressivo como The Sea Within passando por projetos de jazz rock, e musica instrumental, além de integrar as bandas de Joe Satriani e Steve Wilson (Porcupine Tree) dentre outros. 

Marco fundou ainda o grupo “The Aristocrats” ao lado de Guthrie Govan e Bryan Beller e encabeçou o projeto LEVIN - MINNEMANN – RUDESS, ao lado de Tony Levin (King Crimson) e Jordan Rudess (Dream Theater), além de várias outras atividades musicais em que se envolve.

Mesmo com toda essa infinidade de bandas e projetos o músico ainda consegue administrar uma prolífica carreira solo que começou em 1998 e atualmente conta com 15 discos.

Além de exímio baterista, Marco toca guitarra, baixo, teclados, e ainda canta muito bem! Neste trabalho de 2002 o músico trouxe para si a responsabilidade de tocar todos os instrumentos, tendo ajuda apenas do amigo Mario Brinkmann, nos sintetizadores e sons adicionais.

Minnermann mostra que tem desenvoltura em outros instrumentos, e embora cante razoavelmente bem, optou por trazer quatro vocalistas convidados participando em várias faixas do disco.

E se você espera um álbum de baterista, calcado no instrumento, com viradas mirabolantes e passagens excessivamente técnicas, pode procurar outro disco. Embora toque praticamente todos os instrumentos, Marco utiliza o conceito de banda, criando composições eminentemente progressivas, com influencias de musica pop e psicodélica, muito parecida com grupos como Porcupine Tree, principalmente na fase “Stupid Dream” e “Lightbulb Sun”, como pode ser  visto nas balada “Lose My Sin” e “Fall”, ambas com boa dose de melancolia sendo que a ultima ainda conta com os vocais aveludado da cantora Artemis;

Outras canções que merecem destaque: ”Doin Blind”, um tema bem no estilo neo prog, como Jadis ou Spocks Beard, com Minnermann mostrando que é bom em linhas de contrabaixo; “Bllending”, com bom jogo de vocais entre os vocalistas convidados Das Reh e Artemis; e da climática “Erase My Feel” com os vocais de Fábio trentin.

Com o ego completamente domado, “Orchilds” apresenta música com enfoque nas canções e melodias, onde a bateria é apenas mais um instrumento que compõe a  estrutura dos temas. Se você quer ouvir Marco destruindo sua bateria com viradas mirabolantes e conduções peculiares, sugiro que ouça outros de seus projetos, ou seu próximo álbum solo denominado “Broken Orange”. 

O disco foi lançado por uma pequena gravadora, mas está disponível na pagina oficial do musico no YouTube.

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