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Resenha: Bomber (1979)

Álbum de Motorhead

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Detonando sem medo!

Autor: Fábio Arthur

31/03/2020

Lançado em 1979, "Bomber" chegou ao mercado quando o Motörhead era favorito, o Punk havia começado poucos anos antes, mas o mesmo Motörhead havia sido motivo de espelhar um novo som motivador para os jovens de moicanos. 

O Motörhead sintetizou nessa fase um som original e trouxe influências para muitos, desde Power Metal, Rock, Rock Pauleira e o próprio Heavy. Mas notadamente a banda é tida como Rock and Roll.

Após o disco antecessor e programação nas rádios e tv, a banda conseguiu manter sua posição de favorito entre os jovens Metalheads e continuou a brilhar dentro do cenário. Em "Bomber", fica claro que o fenômeno Motörhead era mais que um trio e sim uma banda firme com conceitos e força voraz. 

Nessa fase, Lemmy melhorou sua escrita e as letras ficaram mais afortunadas e o som da banda rumou em direções promissoras.

As brigas eram constantes com Eddie Clark, e Phil andava aprontando por aí. Lemmy sempre optou por ser realista. Na Bio da banda, Mick Wall traz fatos importantes sobre essa fase, inclusive o consumo exagerado de Lemmy por speed e suas noites em claro. Mostra também a qualidade de compor do músico e sua veia para discernir qual caminho banda deveria seguir. 

Eddie canta em uma faixa do disco, era um prenúncio do comportamento exagerado do guitarrista, sempre cutucando Lemmy e querendo mais. Mas ele não fez feio e mandou bem na voz e som.

"Dead Men Dead no Tells" já abre com impulso certeiro e é de cara perfeita. "Lawman" e "Sweet Revenge" são dominadoras e imponentes. "Poison", com sua letra contra igreja e uma cutucada no próprio pai que era sacerdote ou coisa assim, mostra um Lemmy arredio contra a instituição. "Stone Dead Forever" é perfeita, maravilhosa também. "Bomber" incendeia tudo e "Over the Top" vem como single sobre o estilo Lemmy de ser.

Um dos meus favoritos.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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