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Resenha: QR III (1986)

Álbum de Quiet Riot

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Errando a direção?

Por: Fábio Arthur

28/03/2020

Esse é o quinto disco do grupo, mas no mundo Ocidental é o terceiro, já que os dois primeiros foram vinculados ao Japão.

A carreira estourou de vez em 1983, e assim, aqui no nosso país, houve uma visita da banda, após mais um disco, o de 84, e então lá por 1986 aportaram aqui sem Rudy Sarzo e fizeram tour continuação do segundo disco.

Esse "QR III" chegou em 86 mesmo e veio muito diferente. Efeitos, estilo Pop e com pouco agrado aos Headbangers. 

Eu gosto do disco em partes, mas ele carece de uma veia mais Hard. A produção bem que tentou fazer o melhor mas, não foi o bastante. E quando você olha a arte de capa muito legal, espera que disco e seu conteúdo seja igual, mas a coisa é bem abaixo.

"Main Attraction" soa Pop e com muito teclado em cima, já começa distante do som original do grupo. "The Wild and the Young" é clássica mas é de matar os efeitos de fundo, e seu vídeo acaba sendo hilário e não deixa o fã satisfeito. "Twilight Hotel" soa bem, melodia certeira e qualidade vocal de DuBrow, já falecido, mas no restante é uma balada meio ao Hard com letra simples. Em "Put Up or Shut Up" se tem a volta do grupo na fase antiga, isso depois de pular algumas faixas e "Still of the Night" até agrada. Sou suspeito porque não curto as baladas em geral, mas aqui até combina melhor com o teclado programado e com a bateria forçada de Banalli. "Bass Case", interlúdio de Chuck Wright no baixo, é curta e ótima, aliás ele substituiu bem Sarzo. Em "Slave to Love" temos um deleite Pop/Hard e é divina em seu total e tudo se combina. "The Pump" poderia ser melhor, mas peca nos efeitos de voz de apoios e no instrumental também.  Não mencionei tudo que há no disco, mas não precisa, pois as citadas já definem bem o material.

Esse álbum traz uma elite de backing vocals, o que por vezes atrapalha o seu desenvolvimento. Ouço em partes, mas ele caiu muito perto dos antecessores, porém ainda assim acaba sendo razoável. Um fator importante é a guitarra de Carlos Cavazzo, perfeita em completo desenvolver. 

Vale escutar, para conhecer.

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