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Resenha: The Eternal Idol (1987)

Álbum de Black Sabbath

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Tony Martin em cena

Autor: Fábio Arthur

26/03/2020

Depois da saída de Glen Hughes, o Sabbath se viu novamente em apuros. A banda, detinha uma tour com baixas rendas, disco com venda baixa e novamente sem um frontman. 

Tony Iommi teve que segurar as rédias. Na verdade, ele, através de uma fita demo, descobriu Ray Gillen, e assim começou a batalhar no material novo, que seria "Eternal Idol", mas infelizmente Gillen não durou muito. O mesmo Gillen acabou por terminar a tour de "Seventh Star". 

Durante o processo em estúdio, o que ficou de Ray Gillen saiu anos depois em uma edição especial dupla de "Eternal Idol", também com consentimento de Sharon Osbourne, já que a mesma detém os direitos do Sabbath. 

No fim, conseguiram Tony Martin, aliás um vocalista muito injustiçado em seu período de banda. Martin, além de cantar em tons altos, tinha um timbre ótimo e compunha muito bem. 

Várias curiosidades permeiam o álbum, uma delas, é que Martin achava que o grupo tinha uma relação com coisas obscuras e assim suas letras sempre estavam com alguma conotação diabólica, fato esse que injuriou Iommi. Eric Singer (Kiss e Alice Cooper) gravou a bateria e Bev Bevan (Elo e Sabbath) também colaborou. Bob Daysle (Ozzy) fez o baixo e Geoff Nicholls os teclados, como sempre. Um outro fator, a foto de arte, foi feita real, com casal pintado e exposto para finalizar; Iommi ficou horrorizado com fato e pena dos mesmos.

O trabalho chegou em 1987 e foi melhor recebido que seu antecessor. Em termos de faixas o disco traz ótimos momentos entre eles: "The Shinning", "Ancient Warrior", "Born to Lose", "Nightmare", "Scarlet Pimpernel" e "Eternal Idol". 

Um peça chave na coleção do grupo, disco forte e de apelo comercial também.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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