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Resenha: Il Paese Del Tramonto (2015)

Álbum de Unreal City

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Pouco memorável

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

24/03/2020

O parmesão Unreal City lançou no começo de 2015 com Il Paese del Tramonto, seu 2º trabalho. 7 faixas compõem o longo álbum, que tem na Overture: Obscurus Fio seu momento mais curto: 5 minutos.

Há fãs prog que vão direto na faixa mais longa, atrás de viagem sinfônica, psicodélica, seja qual for seu sub-sub-gênero favorito. Desaconselho tal procedimento neste caso. Ex Tenebrae Lux encerra o álbum com seus mais de 20 minutos meio sem graça. Se a gente vem das outras faixas até pode funcionar pelo contexto, mas sozinha a suíte não decola.

Il Paese del Tramonto proporcionará muito prazer a fãs de sinfônico nas 4 ou 5 faixas iniciais, que trazem bastante influência de prog europeu continental da segunda metade dos anos 70. Confira como os teclados lembram o alemão Eloy.

A guitarrista Francesca Zanetta tem mais destaque do que no trabalho anterior. A guitarra fumega e plange em distintos timbres. Essa novidade foi muito boa, porque o álbum equilibra bem pra quem curte chuvas torrenciais de teclados vintage ou solos guitarreiros. Desse modo, a peteca não cai nas primeiras faixas, que, antes de serem complexas, são muito mutáveis. A alteração de ritmos e andamentos dá falsa ideia de complexidade; na verdade, são diversos longos pedaços até que simples (bem) emendados. 

Em termos de desenvolvimento grupal, Caligari é a faixa mais interessante, porque adiciona toques de música tradicional d'alguma região italiana, alegremente traduzidos pela guitarra, constituindo-se na melodia mais marcante dum álbum cujo ponto forte não é ficar na memória. 

É prog já ouvido muitas vezes, então não gruda, exceto por Caligari.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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