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Resenha: Plague Angel (2004)

Álbum de Marduk

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Emergindo com classe

Autor: Fábio Arthur

24/03/2020

O Marduk é uma banda que passou por várias mudanças gerais, até chegar nesse disco precioso "Plague Angel". O álbum data de 2004 e marca a mudança definitiva de vocalista com a entrada de Mortuus. 

O grupo desta feita, continuou fazendo turnê de forma abrangente e também manteve o padrão de fazer seus vídeos obscuros e permeados por imagens de Segunda Guerra Mundial, tema de suas letras; além dos conteúdos antirreligiosos.

Dessa empreitada saiu o DVD "Blood Puke Salvation" e a banda obteve um elevado significativo no geral.

Por várias vezes o vocalista Mortuus sofreu a comparação entre ele e seu antecessor, que era mais ágil em palco e também mantinha um vocal gutural com mais ênfase nos agudos. Obviamente, isso não alterou em nada o status do grupo e eles seguem até hoje em plena forma.

O trabalho veio mais com afinco na vertente Black Metal, sem ser cadenciado e/ou experimental, assim, as faixas se apresentam bem agradáveis para quem compartilha do estilo.

O grupo conta com Morgan, líder e guitarrista, Magnus no baixo - ambos até hoje na banda -, e Emil  ex-baterista da banda; aliás, excelente músico. 

Com essa arte de capa macabra e com conotações várias inserida na mesma, a banda desfila sons muito bem compostos. "The Hangman of Prague" introduz a vinheta macabra com instrumentos eruditos e daí adiante a pauleira permeia o disco entre momentos mais brandos porém bem qualitativos. "Throne of Rats", em que ao vivo Mortuus se vale de um cálice de sangue e o mesmo despeja o conteúdo em sua face. "Seven Angels, Seven Trompets" marca como uma das melhores do álbum, sua sonoridade é única e a interpretação de Mortuus vai além. "Life's Emblem" soa brilhante e consegue dar continuidade sem perder o clima do disco. "Steel Inferno" acaba sendo a canção curta, pesada e rápida com seu instrumental arrojado de maneira impulsiva e é um dos pontos altos também. "Perish in Flames", um outro marco do trabalho, além de letra a faixa empolga pela instrumentação. Indo mais à frente, "Warschau" é outra digna de nota e perfeita em seu conteúdo mais puro no sentido Black Metal. O Marduk, em seus concertos ou discos, tem sempre o ato de inserir marchas fúnebres, e aqui neste trabalho não seria diferente, o que casa com os termos e direção da banda. E o disco, até o seu finalizar, temos todos estes elementos, o que o torna não somente um disco de Heavy Metal e sim uma obra concisa e notória. 

Marduk realmente não é apenas mais uma banda de Black Metal e sim um grupo bem estruturado dentro do estilo. 

Deste trabalho em diante, a banda passaria ter álbuns altamente bem construídos. Sugiro esse e seu antecessor de entrada para quem não conhece o grupo e ver o diferencial entre ambas as fases.

Hail Metal!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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