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Resenha: The Jelly Jam (2002)

Álbum de The Jelly Jam

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Um bom projeto de músicos do King X, Dregs e Dream Theater!

Autor: Márcio Chagas

23/03/2020

The Jelly Jam não é um grupo, mas um projeto formado por músicos consagrados no cenário americano.  

Ty Tabor, guitarrista do trio de Springfield King X, chamou o conceituado baterista Rod  Morgenstein, que fez fama no Dixie Dregs e Winger, que por sua vez convocou Derek Sherinian que na época integrava o Dream Theater. Este levou consigo o baixista do grupo John Myung e juntos formaram o Platypus, que gravou dois ótimos trabalhos.Com a saída de Sherinian, o trio restante resolveu seguir em frente, porém trocando o nome para The Jelly Jam.

A “nova” banda estreou em 2002, e traz além da mistura de sonoridades das bandas principais de seus integrantes, algumas outras influências diversas, algo de grunge, rock alternativo, psicodélico e até pitadas de Stoner, com forte acento pop e uma aura forte dos anos 60, principalmente vinda dos Beatles e dos Byrds.

Por isso, apesar de passagens mais complexas e da cozinha monstruosa de Myung  / Morgenstein, não espero um álbum de rock progressivo ou mesmo prog metal, longe disso. Acredito que o mais próximo que chegam de uma banda prog são dos conterrâneos do Enchant. 

Das faixas vale destacar “I Can´t Help You”, com seu vocal claustrofóbico e um bom peso, alem da cozinha matadora; A dinâmica ‘Nature´s Girl”, com seu baixo pesado, andamento acelerado e bom jogo de vocais;

A suíte beatleliana “Under The Tree” que finaliza o disco com quase 9 minutos; E os fãs de Dream Theater e Dixie Dregs vão adorar a instrumental “The Jelly Jam”, que dá nome ao grupo, sendo esta a composição mais complexa e emblemática do álbum.

 “The Jelly Jam” o disco, é um trabalho gravado de maneira espontânea, cujo o único objetivo é se divertir e extravasar influências diversas das bandas originais. Um trabalho interessante para quem quer ouvir os músicos do trio tocando sob uma ótica completamente diferente.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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