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Resenha: Raised On Radio (1986)

Álbum de Journey

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Energia, baladas e mudança de sonoridade

Autor: André Luiz Paiz

23/03/2020

Em 1986, ano de lançamento de "Raised On Radio", o Journey já havia cruzado a barreira das rádios. "Frontiers", para quem ainda tinha dúvidas, cravou a banda como uma das maiores da história. Como o antecessor foi lançado em 1983, Perry partiu para um lado e Neal Schon para o outro, ambos na intenção de lançarem discos solo. Ao retornarem, novas influências foram incorporadas e a banda se reuniu diferente e lapidada, porém, para contragosto de alguns, a nova abordagem mirava sim continuar onde haviam chegado.

"Raised On Radio" é sim mais acessível (e muito) em relação a "Frontiers", que é praticamente um petardo do hard/AOR. Vide a faixa "Edge Of The Blade". Mas a qualidade deste trabalho é enorme e inegável.

O disco abre com uma quadra extremamente empolgante: "Girl Can't Help It" (melódica), "Positive Touch" (dançante), "Suzanne" (pela melodia, praticamente um pop) e "Be Good to Yourself" (a que mais lembra os trabalhos anteriores) são sem defeitos dentro do que propõem. Seguindo adiante "Once You Love Somebody" acalma os ânimos com uma levada mais cadenciada e que abre espaço para a banda brilhar.
A primeira balada de fato é "Happy To Give", padrão Journey garantido, principalmente em relação ao vocal de Steve. Em seguida, uma rara abertura com gaita abre a hard "Raised On Radio", outro destaque positivo. Depois, a segunda balada, a AOR "I'll Be Alright Without You", que virou single, ao lado da também belíssima "The Eyes of a Woman".
Chegando ao final do disco, "It Could Have Been You" agrada com seu ótimo riff de abertura, embora seja a minha menos favorita. Para encerrar, mais uma balada, agora a melancólica "Why Can't This Night Go On Forever", que tem como destaque a guitarra de Schon.

Um ótimo disco, que traz uma banda tentando manter o seu status e também tentando não apagar a chama do passado. Um disco que adoro e que tem muitos acertos e pouquíssimos erros.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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