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Resenha: Abandon (1998)

Álbum de Deep Purple

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Rock de primeira

Autor: Fábio Arthur

23/03/2020

Em seu décimo trabalho, o Deep Purple trouxe, naquele ano de 1998, uma conotação entre seu estilo clássico e algo mais moderno.

De maneira alguma o grupo poderia comparar com seus clássicos antigos, mas sim, poderia ser tido esse como um disco de qualidade. O nome do trabalho, "Abandon", veio de uma brincadeira de Gillan, A Band on Tour, daí a sugestão denominada.

Aqui temos uma produção bem forte, delineada e elaborada pela banda toda. 

Os músicos todos muito bem estruturados, Gillan obviamente sem sua voz de outrora mais trazendo um feeling certeiro. No demais Morse é fenomenal, e Glover, Lord e Paice mantém suas pegadas de sempre.

O clima das faixas remetem entre o Hard e o Rock clássico setentista. Alguns momentos são puro estilo retrô, com nuanes vocais e guitarras em junções permeando pelos teclados com foco no estilo passado. Por outro momento, a coisa toda se mantém mais clean e traz aquele segmento mais moderno e sem perder o clima do disco.

Uma regravação foi feita, a da faixa "Bloodsucker", de "In Rock", e que aqui vem nomeada "Bludsucker". "Don't Make me Happy" chega em mono, um desejo de Glover pelas fitas de gravador e sua sonoridade traz impacto imediato. "Almost Human" emociona e acaba sendo um dos pontos altos, e "Watching in the Sky", pelo mesmo motivo. Mais faixas são audíveis nesse trabalho, e "Jack Ruby" e "69" são provas. Por fim, o destaque também para "Evil Louie" .

Álbum bem coeso e de uma fase que a banda estava tinindo novamente. Daqui saiu a tour com direito a um DVD na Austrália e percebe-se o quanto os caras estavam afiados.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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