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Resenha: Purpendicular (1996)

Álbum de Deep Purple

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Burocrático e previsível!

Autor: Diogo Franco

10/03/2020

Parece que a inspiração do Purple ficou pra trás, com o bom The Battle Rages On. O que se ouve aqui nesse disco, é um punhado de canções descartáveis e sem um pingo de inspiração. Analisando friamente, esse disco poderia ser um Ep do Purple com 4 músicas: Hey Cisco, Loosen My Strings, Sometimes I Feel Like A Screaming e The Aviator. Músicas como Ted The Mechanic e A Castle Full Of Rascals parecem sobras de algum disco solo de Steve Morse, o que não chega a ser uma surpresa, já que esse é o primeiro disco com ele no lugar de Ritchie Blackmore. Segue-se uma sequência de canções pavorosas, parecendo comida requentada e mostrando que, apesar de ser uma banda acima do normal em termos sonoros, isso nem de longe é garantia de inspiração. 

O Deep Purple sentiu e muito a ausência de Blackmore, mas, principalmente, esbarrou na total incapacidade de Ian Gillan de criar melodias cativantes como fazia outrora. Um disco que passaria bem se fosse de outra banda, mas em se tratando de quem são, falha feio e mostra o quanto a banda ainda estava tentando se virar sem o seu mentor guitarrístico. 

É claro que Blackmore e Gillan de fato se estranhavam, muitas vezes quase chegando às vias de fato. É inegável porém que, quase nada gruda na mente ao terminar a audição de Purpendicular. Bola fora.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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