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Resenha: Pyramid (1978)

Álbum de The Alan Parsons Project

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Uma mistura de Art Rock com baladas bastante suaves

Por: Tiago Meneses

06/03/2020

Costumo dizer que o Alan Parsons Project nunca conseguiu superar a sua estreia, mas certamente lançou outros bons discos, onde seguramente Pyramid é um deles. Mesmo o disco contendo alguns momentos até mesmo esquecíveis, existe outros que são verdadeiros tesouros genuínos e que fazem fazer valer e muito a pena conhece-lo. A primeira metade de Pyramid foi dedicada principalmente a singles de sucesso e narrativas líricas, enquanto que a sequencia de músicas que apareceu na segunda metade do álbum se concentrou em passagens instrumentais ornamentadas que não apenas estabeleceram o humor, mas também forneceram cenários contextuais adicionais para o tema do álbum.

“Voyager/What Goes Up...” são as faixas que abrem o disco. Mas por que eu estou citando as duas como sendo uma? Simples, porque só consigo encará-las dessa forma. “Voyage” funciona perfeitamente como uma introdução pomposa de “What Goes Up...”, essa possui a sempre sólida orquestra clássica e arranjos de coros de Andrew Powell. Um começo muito bom para o álbum e que apresenta inclusive uma atmosfera egípcia que Alan Parsons pretende criar durante o disco. 

“The Eagle Will Rise Again” é daqueles tipos de baladas que não me enchem muito o ouvido. Apesar de ser fraca, possui alguns coros que a salvam do completo desperdício. Os vocais de Colin Blunstone são muito bons. 

“One More River” é uma faixa orientada para uma linha de rock mais forte, com alguns bons arranjos orquestrais e um saxofone bem executado. Certamente um dos melhores momentos do disco. 

“Can't Take It With You” também é um destaque do disco, começa com uma flauta e depois se desenvolve muito bem. Possui um excelente solo de guitarra sobre uma cama instrumental sombria e que certamente é o ponto alto da faixa. 

“In The Lap Of The Gods” é aonde de fato chegamos na melhore parte do disco. Uma faixa sinfônica e bombástica. Começa de maneira suave e calma com um cimlabom atmosférico que ajuda a faixa alcançar o sentimento egípcio do disco. Possui uma orquestração e beleza incrível. Sensacional. 

"Pyramania" deve ter sido colocada depois de “In The Lap Of The Gods” por algum propósito, tipo, o melhor e o pior momento do disco lado a lado. Nem sei o que comentar exatamente. Uma faixa extremamente fraca, tão fraca que se torna ao menos engraçada. 

“Hyper-Gamma-Spaces” apresenta um problema que não a torna necessariamente ruim, mas sempre que escuto esse disco a vejo como algo fora do lugar. Em I Robot certamente funcionaria melhor. Uma sonoridade muito eletrônica pra um disco que tenta passar uma sensação do Egito antigo. 

“Shadow Of A Lonely Man” é a faixa que finalize o disco. Uma balada bem suave que começa com um pequeno piano solo e que é seguido por trabalho orquestral e vocal. É uma música mais forte que "The Eagle will Rise Again", por exemplo, mas mesmo assim, sem força suficiente pra fechar bem o álbum.

No final das contas o saldo é positivo ou negativo? Como eu disse lá no começo, apesar dos contras, os prós fazem desse álbum um registro muito bom. Uma mistura de Art Rock com baladas bastante suaves.

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