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Resenha: Bridges To Babylon (1997)

Álbum de The Rolling Stones

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Difícil de engolir!

Autor: Diogo Franco

14/02/2020

Que os discos dos Stones são todos fantásticos (mesmos nos piores momentos), muito pouca gente duvida. Acontece que esse disco extrapolou todos os limites, sendo uma verdadeira piada sem graça e de mau gosto na carreira dos caras. Tudo bem, eles tem crédito, lançaram clássicos atrás de clássicos, além da própria turnê promocional do álbum, que teve alguns dos melhores shows de suas carreiras, mas isso aqui é quase um atestado de insanidade. Que diabos deu em Mick Jagger para querer soar como um Midnight Oil de quinta categoria? "Anybody Seen My Baby"  é uma canção ruim? Não! É uma canção boa pros padrões dos Rolling Stones? evidente que não. Quando o disco abre com "Flip The Switch", você logo pensa: " vem aí um disco típico dos Stones." Em seguida, quando entra a música de trabalho (a famigerada e já citada Anybody Seen...), a sensação de " tem algo errado" se evidencia. Segue-se uma sequência de canções descartáveis, sem inspiração, esquecíveis, com a ferocidade de um copo de leite desnatado, salvando-se aí apenas "Saint Of Me" e "Out Of Control" (principalmente por causa do refrão explosivo). 

Pra enterrar de vez qualquer chance de falar algo de bom desse disco, Keith Richards mostra todo seu talento vocal (?) em 2 canções: a chatíssima "How Can I Stop?" e o reggae meia boca "You Don't Have To Mean It". 

Passe longe desse disco se você gostar de rock n' roll.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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