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Resenha: Third Degree (2019)

Álbum de Flying Colors

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Mergulhe nesta aventura

Autor: André Luiz Paiz

06/02/2020

Eis que o supergrupo Flying Colors chega ao seu terceiro álbum. Formado em 2012 por Mike Portnoy, Dave LaRue, Casey McPherson, Neal Morse e Steve Morse, no começo gerou dúvidas sobre como iria soar com esta combinação tão eclética de membros. Hoje, é uma realidade e, com este novo disco, a banda conseguiu o seu melhor trabalho.

"Third Degree" é pesado, melódico, progressivo, pop e comercial. Tudo misturado e dividido em nove faixas excelentes. Falar da qualidade dos músicos participantes é chover no molhado, porém, o principal diferencial que percebi aqui, é que conseguiram acertar em cheio a combinação das qualidades de cada um, canalizando todo este talento em composições belíssimas. Temos aqui um trabalho no qual é impossível ficar cansado ou entediado.

Abrindo com a pesada "The Loss Inside", temos algo de alternativo com hard melódico. Uma grande abertura, saindo do convencional. Seguindo, temos um dos destaques: "More" ganhou um vídeo muito legal. Trata-se de uma faixa bastante experimental, alternativa e com um "quê" de psicodélico moderno. É diferente e funciona muito bem.
Para os fãs do lado mais melódico de Neal Morse e dos timbres brilhantes de Steve Morse, "Cadence" agradará em cheio. Aqui, Casey mostra a sua evolução como vocalista e o resultado é lindo. 
Gostou do que leu/ouviu até aqui? Prepare-se então, pois "Guardian" é de arrepiar. Portnoy conduz a cozinha com brilho em uma faixa com progressões melódicas belíssimas, quase pop em alguns momentos.
Fãs de prog sinfônico terão um deleite com a bela "Last Train Home". A introdução com a guitarra de Morse é encantadora. A canção possui uma melodia até certo ponto melancólica e também é dotada de ótimas progressões, que incluem momentos que vão do virtuosismo ao folk. São dez minutos que passam voando.
A seguir, temos uma trinca de canções menores e mais objetivas. "Geronimo" começa com um riff de baixo que dá a Dave a oportunidade de brilhar. A faixa possui uma levada funkeada e é recheada de ótimas vocalizações. "You Are Not Alone" é a balada ao pé da letra, característica dos álbuns da banda. O destaque fica aqui para a bela interpretação de Casey. Outra característica do grupo são as faixas como "Love Letter", que nos remetem ao pop rock dos Beatles, mas com uma visão moderna. Mais um bom momento.
Encerrando este grande álbum, temos mais uma faixa épica: "Crawl" possui mais de onze minutos e começa suave e densa, ao som do piano com Casey quase sussurrando. Depois, cresce para uma melodia bastante acessível e navega pelas suas interessantes progressões, encerrando o álbum com estilo.

Se você gosta de música boa, não deixe de conhecer a combinação sonora proposta pelo Flying Colors. Músicos brilhantes, produção fantástica e composições feitas com uma dedicação notável.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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