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Resenha: Metal Discharge (2003)

Álbum de Destruction

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A tortura chinesa do Destruction!

Autor: Marcel Z. Dio

05/02/2020

Quando acompanhei os comentários no lançamento de Metal Discharge, fiquei até animado a compra-lo. No mais, li algumas avaliações e por fim, larguei de mão e acabei por não escutar.
Dois anos após, achei o CD usado em um dos sebos da vida e não tive dúvidas em adquirir. Afinal, um trabalho da famosa trindade alemã, animaria qualquer um ... só que no meu caso não foi bem assim.
O álbum é um típico thrash primando pela necessidade de soar menos complexo que os anteriores e que acerta a mão em pouquíssimos momentos. Riffs manjados e um vocal enjoativo de Marcel Schirmer, é o que o disco apresenta na maior parte do tempo. O baterista parece uma máquina a tocar notas monótonas e massacrar o bumbo.

O saldo final são um punhado de canções parecidas, e mesmo com a suprema técnica e capacidade, não empolga em nenhum momento. Sim, existem exceções como Force Feed, mais aí quem poe tudo a perder é Schirmer, pois suas cordas sem variantes, remetem um bicho do mato com os bagos espremidos na porta, gritando feito louco.
A produção não ajuda muito, porem, tudo é tão maçante que esse quesito não faz a menor diferença.
A concepção de que o thrash metal é só barulho, é frase corriqueira na boca dos leigos, só que em Metal Discharge o barulho é insuportável até para os acostumados a terem suas orelhas chutadas pelo thrash, e admito que esse chute doeu as minhas. Eis aqui a versão do St Anger alemão!.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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