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Resenha: The Last In Line (1984)

Álbum de Dio

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Rumo ao topo

Por: Fábio Arthur

05/02/2020

A passagem pelo Black Sabbath e ,por consequência, a sua saída, trouxe, sem dúvida alguma, força, maturidade e experiência para Ronnie James Dio (R.I.P.). O cantor e compositor navegou na carreira solo como ninguém, mostrou que não dependia de banda alguma para o seu sucesso comercial. Já era hora de Dio estar vingando em voo solo, e após a empreitada do debute "Holy Diver", o vocalista chegou com tudo em "The Last in Line", este vindo na mesma linha de seu antecessor, porém, mais aguardado perante seu primeiro álbum; e aqui a sequência é matadora.

Ao começar pelas ilustrações de Barry Jackson, o mascote headbanger figurou novamente na arte, e desta feita, bem mais "infernal" e desafiador, os tons avermelhados, juntamente com o logo e os detalhes em volta, trazem a curiosidade para saber o que rola por ali. 

O line-up é de primeira e conta com Jimmy Bain (Rainbow) no baixo, Vivian Campbell (Def Leppard), que aqui ainda era pupilo de Dio, Vinny Appice (Black Sabbath) na bateria e Claude Schnell (Rough Cutt), sendo que foi com esse time que Dio adentrou o estúdio Caribou Ranch no Colorado em 1984 para registrar esse marco da música e do metal.

A produção ficou a cargo do próprio Dio, e o som ficou tinindo, perfeito em todos os sentidos. Também o disco revigorou os ânimos, a turnê acabou sendo mais bem sucedida, com inclusive sistema de palco e suas pirotecnias. O álbum rendeu mais de 1 milhão somente dentro dos Estados Unidos; um belo alcance. 

Três singles surgiram de "The Last in Line", além de um vídeo VHS ao vivo e um vídeo clipe, tudo isso para alavancar de vez a carreira de Dio. 

Em seus 40 minutos, Dio manda ver no disco todo, uma obra realmente importante, fértil e dotada de letras, riffs e enfim, uma pérola musical. Os arranjos do disco foram elaborados por Angelo Arcuri. O álbum saiu pela Vertigo (principalmente aqui no Brasil), pela Warner e mais tarde Universal. A obra é tida junto do debute, como a fase próspera e clássica de Dio. 

E em termos de voz não tem o que falar, Ronnie, trouxe aquele timbre forte, drives e tons variados, permeados por técnicas vocais supremas; não é à toa que ele foi um dos melhores do mundo. Sua voz realmente combinava com metal.

"We Rock" é o início da paulada, a caixa de bateria surge em riffs ríspidos e assim a música galga até o fim, com um refrão forte - dobras vocais exemplares - e um baixo fuzilante por detrás. "The Last in Line" avança o disco como um deleite, desde seu dedilhado puro até a entrada do vocal de Dio, que assim leva o som adiante, sem esquecer de mencionar que Appice destrói nessa canção também; marretando com técnica pura. "Breathless" demanda o lado meio Hard Rock, muito bem concebido por sinal. A coisa segue com "I Speed at Night", continuando a saga toda e chega até a fabulosa "One Night in the City", belíssima. "Evil Eyes" é fantástica, e Dio traz ela como na sua pegada de sempre, suas letras e seu estilo impostos à canção - aliás ela fez parte do álbum coletânea de Dio, que foi lançado em 1989. "Mistery", outra boa faixa e que realmente complementa o disco, não somente mais uma no repertório e assim ela dá lugar para "Eat Your Heart Out" - muito boa - para encerrar com a mega canção "Egypt (The Chains Are On)". 

Petardo de ponta de um dos baluartes do metal e que deixa a obrigação de fã do estilo tê-lo em sua coleção.

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