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Resenha: Play Me Out (1977)

Álbum de Glenn Hughes

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Autor: Fábio Arthur

02/02/2020

Com final do Deep Purple em 1976, Glenn Hughes foi seguir carreira solo.

A prática que já vinha sendo visitada em discos do Purple, veio mais à tona nesse trabalho solo de músico, ou seja, o Soul e Funk Music. 

Obviamente que Hughes trouxe a linhagem de que ele mais apreciava, e seu talento nato para isso fica óbvio, após a primeira audição deste álbum. 

O título do disco - "Play me Out" (me jogue fora) -, veio do término do Purple, e foi o que Glenn pensou e sentiu ao ver o barco afundar após "Come Taste the Band", último anseio com o Deep Purple. 

A produção veio do próprio Hughes. No começo, esse petardo Soul só chegou no mercado europeu, trazendo assim um pouco de animosidade entre o artista e a gravadora RPM Records. A bolacha saiu em 1977, mas é bem aprofundada nas raízes musicais de Hughes. Quem for ouvir o disco não vai encontrar traços de algo como "Burn" por exemplo, mas aí que está a qualidade do trabalho. 

Mel Galley, já falecido, e ex-companheiro de Glenn no Trapeze, e Whitesnake, tocou no álbum, assim como Pat Travers, ambos nas guitarras. Dave Holland, baterista, também falecido, ajudou no cast de músicos de estúdio, Dave depois iria tocar com Judas Priest durante os anos oitenta. E assim, além destes citados, temos outros músicos que cuidaram dos sopros e percussões, e realmente a banda fez diferença e ajudou e muito nos arranjos e melodias, mas a força maior seria de Hughes com sua voz poderosa e suas ideais iniciais.

São pouco mais de quarenta minutos e o disco segue de forma bem agradável, agradando mesmo quem não gosta do estilo, pois acaba se deixando levar, tamanha arte musical inserida. 

Nem vou citar as faixas, esse tem quem ouvir por inteiro, sendo que cada uma delas transmite uma emoção diferente.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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