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Resenha: Crucible (2002)

Álbum de Halford

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Peso e agressividade na medida certa: o Metal God ataca novamente!

Autor: Diogo Franco

10/01/2020

Ao sair do Judas Priest, Rob Halford navegou por mares tortuosos. Embora o primeiro disco do Fight tenha boas doses de Heavy Metal, ainda carecia de uma inspiração característica de sua antiga banda. Ao sair do grupo depois da turnê Painkiller, parecia que parte de sua criatividade tinha ficado pelo caminho. Foi então que montou a banda Halford e lançou o primeiro álbum (o fantástico Ressurrection), que era nada mais do que o metal tradicional old school já esperado pelos fãs, órfãos desde sua saída do Judas. Mas, quem estava ávido por peso á la Pantera, Type o' Negative, Megadeth  e (pasmem!!) até Paradise Lost, teve uma grata surpresa quando ouviu CRUCIBLE, o seu segundo álbum. 

Além das influências já citadas, o álbum traz uma sonoridade dark, densa, caótica mas organizada, com Rob cantando como se fosse morrer no instante seguinte. A bateria, por cargo de Bobby Jarzombek (Fates Warning e Sebastian Bach) é um verdadeiro massacre, como uma locomotiva desgovernada (ouça a intro de Betrayal e tire suas conclusões ). As guitarras de Pat Lachman e Metal Mike Chlasciak são de uma urgência sonora tão grande que em alguns momentos soam quase Thrash(como em Weaving Sorrow, um dos melhores riffs de metal já compostos). O baixo de Ray Riendeau parece um trovão de tão pesado, como em Heart of Darkness. Os destaques ficam ainda por conta de Sun, com um vocal melódico e meio "bêbado" de Rob, o Speed Metal Wrath of God, o Groove Metal respingado de Pantera em Golgotha. 

Esse álbum é pra se ouvir inteiro. Se você não tem esse hábito, é o disco perfeito pra prender sua atenção. Se o apocalipse possuir trilha sonora, acredito que o disco oficial será esse aqui!!!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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