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Resenha: Dirty Deeds Done Dirt Cheap (1976)

Álbum de AC/DC

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Com as guitarras afiadas

Autor: Fábio Arthur

19/12/2019

Esse disco marca o terceiro trabalho da banda, mas para o mercado em geral, seria o segundo, já que houve uma junção entre os dois antecessores em um álbum somente, deixando "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" como então o trabalho sucessor ao primeiro.  

Em 1981, após o sucesso estrondoso de "Back in Black" e o falecimento de Bon Scott, o long play seria lançado no mercado americano. Outro ponto interessante é que algumas faixas foram alteradas nos lançamentos entre Austrália e América do Norte,  exemplo disso seria a canção "Jailbreak '74", que se tornou single e um EP, que saiu em nosso país em 1984, pouco antes da vinda do grupo ao Rock in Rio 85. A faixa veio em se tornar um vídeo bem simplório inclusive, mas divertido. Por tanto isso tudo não afetou de forma alguma o desempenho do grupo, o disco é brilhante. 

Lançado em 1976 com pouco mais de 38 minutos, devido às mudanças de faixas, o AC/DC nos brinda com Rock, Blues e Hard Rock, em um disco clássico e afortunado. 

Nas paradas, o grupo foi da terceira posição até a vigésima quarta, isso contanto com Estados Unidos, Europa e Ásia. 

A formação aqui ainda conta com Mark Evans no baixo, do mais, a trupe toda é a clássica de longa data. 

A arte veio das mãos da Higpnosis e, segundo consta, teria sido alterada até chegar na arte final com personagens de olhos vendados. O que faz jus ao título do álbum e algo meio duplo sentido. 

Harry Vanda e George Young produziram o mesmo e com boa qualidade, diga-se. 

Em termos de faixas, nós temos aqui ótimas e clássicas. A abertura com "Dirty Deeds Done Dirt Cheap" é divina, uma das melhores do disco, já "Love At First Steel" soa pesada e marcante. "Big Balls" e sua letra para lá de inusitada, mostra uma interpretação divina de Scott. Enfim, ainda temos momentos vários de ótimas canções, tais como: "Rocker", "Problema Child", "Ride On" - que blues divino - e o final marcante com "Squealer". 

Um dos discos preferidos meus e acredito que de tantos outros fãs.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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