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Resenha: On Parole (1979)

Álbum de Motorhead

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Puro Rock & Roll

Autor: Fábio Arthur

04/12/2019

Esse foi o primeiro registro do Motörhead. De fato, ele fora lançado anos depois, em 1979, junto ao sucesso de "Bomber", mas aqui em 1975 foi o registro do começo. Denominado de "On Parole", que mais tarde, em 1977, seria regravado, modificado e também intitulado como apenas "Motörhead".

Enfim, Lemmy traz aqui o som marcante do Hawkwind - sua ex-banda - e na verdade um pouco mais pesado e flertando menos com a veia blues e/ou psicodélica. 

Fritz Fryer foi o produtor aqui, mas ainda assim, apesar de um trabalho bem ajustado, falta algo mais intenso, como um melhor som de bateria e também nos timbres do baixo de Lemmy.  As canções são muito bem elaboradas - obviamente longe do Motörhead que se apresentaria anos depois -, ainda assim um belo registro. 

A gravadora Cleopatra não trouxe uma exibição mercadológica profunda e ativa, por isso, mais à frente, pela Bronze, o grupo obteve espaço merecido para trilhar seu caminho. 

Uma outra vertente do disco seria sua arte, que aqui, traz Lemmy e seu baixo clássico, mas quando lançado na Inglaterra em 75, trouxe a arte Snaggletooth em uma capa branca. Esse disco foi relançado novamente no Brasil em 1985 e obteve muito espaço entre os fãs e trouxe até mesmo um pouco do Motörhead que quase ninguém conhecia ainda por aqui. 

Larry Wallis veio na guitarra e já na sequência da regravação de 1977 ele acabou saindo porque não aceitava um quarteto, já que Fast Eddie estava também no grupo. Para bateria, Phil Taylor toca em todas menos em uma, chamada de "Lost Johnny", que é executada por Lucas Fox, e assim esse seria um momento de ajuste até mesmo em questão de banda.

"Motörhead" abre o disco, uma faixa que se mostra clássica por si só e veio dos tempos do Hawkwind, mas tem um punch lendário. "On Parole" segue uma linha entre rocker e Hard, mas no estilo setentista de ser. "Iron Horse/Born to Lose" é mais calma nessa versão, mas ainda assim é bem interessante por seu refrão e também levada de bateria. Outros destaques são para "City Kids", "The Watcher" e "Leaving Here" que figurou em singles anos depois, após o disco "Overkill". 

É preciso entender que Motörhead sempre foi rock pesado e assim permaneceu com algumas nuances Heavy e os fãs têm a banda como pai do Power Metal também. Enfim, uma banda muito digna e que obviamente cresceu demais após 77 por causa dos punks, headbangers, entre outras tribos. 

"We Are Motörhead".

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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