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Resenha: Killer (1971)

Álbum de Alice Cooper

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Para esquecer os dois primeiros álbuns

Autor: André Luiz Paiz

26/11/2019

O título desta resenha do álbum "Killer", de Alice Cooper, é baseado na resenha feita pela Rolling Stone lá na década de setenta, onde o crítico Lester Bangs diz que este álbum mostra quem é Alice Cooper e que este eliminou de vez todas as impressões causadas pelos seus dois primeiros lançamentos. E é a mais pura verdade.

"Killer" foi lançado em 1971, mesmo ano que o seu antecessor "Love It To Death". Mesmo assim, a evolução é clara. Temos mais uma vez um mix de hard rock, acid rock e psicodélico, tudo com ótima qualidade e muita energia. A produção é mais uma vez de Bob Ezrin.

O disco abre com rock ao pé da letra. "Under My Wheels" foi single e é um dos clássicos de Alice, assim como a segunda faixa "Be My Lover". Ambas para capturar o ouvinte e não soltar mais.
"Halo of Flies" muda totalmente o cenário e é a primeira jornada psicodélica de Alice que merece aplausos. São oito minutos de progressões interessantes, boas melodias e ótimo instrumental. Outro grande momento.
"Desperado" tem um pouco do Southern Rock de maneira intencional, já que trata-se de uma homenagem a Jim Morrison, que tinha falecido pouco antes. Temos aqui mais um destaque.
Com uma sonoridade próxima do punk e também com mescla de acid rock, "You Drive Me Nervous" é bastante enérgica, porém não me agrada tanto. Por sorte "Yeah Yeah Yeah" traz o rock sessentista de volta, com estilo.
Voltando ao psicodélico, "Dead Babies" é perturbadoramente cativante. Traz diversidade e equilíbrio. Por fim, "Killer" fecha os trabalhos com Alice rasgando as cordas vocais no mesmo estilo, porém agora com foco nas guitarras. O destaque aqui fica para a cozinha detonando.

Depois de dois ótimos lançamentos, chegava a hora do primeiro clássico. "School's Out" estava a caminho.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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