Para os que respiram música assim como nós


Resenha: Io Non So Da Dove Vengo E Non So Dove Mai Andrò, Uomo È Il Nome Che Mi Han Dato (1972)

Álbum de De De Lind

Acessos: 342


Apesar de não entusiasmar muito, é um bom disco

Por: Tiago Meneses

09/10/2019

Quem já curtia um bom rock progressivo na década passada certamente deve se lembrar do finado fórum dedicado a vertente aqui no Brasil chamado Sound Chaser. Pois bem, foi exatamente lá quando me deparei pela primeira vez com o nome dessa banda. Pouco tempo depois o ouvi pela primeira vez e me surpreendi. Hoje ainda que não soe mais tão surpreendente ou impactante como naquela época, é sem dúvida um bom registro. Principalmente para aqueles que gostam dentro da escola italiana de rock progressivo, dos trabalhos de guitarra como os apresentados na Osanna ou sonoridade a lá Quella Vecchia Loccanda.

O disco começa através da faixa, “Fuga E Morte”. Inicialmente apresenta uma bateria fúnebre por pouco mais de um minuto até que tem seu caminho direcionado para uma levada mais hard rock. Ótimos trabalhos de guitarra e grandes linhas de baixo. O vocal possui a força já característica da escola italiana. A bateria é enérgica e linhas de flauta injetam um sabor diferente e produz uma excelente textura, no entanto é o rock que mais prevalece aqui. Um belo começo de disco. 

“Indietro Nel Tempo” começa de maneira linda com um som de flauta bastante limpo e suave, logo em seguida é acompanhada por um som de violão de fundo e que a mantém suave. No entanto, ela fica mais rock com a entrada de alguns riffs de guitarra elétrica. Os vocais aparecem somente na metade da faixa (que possui pouco mais de quatro minutos). Agradável, mas nada demais. 

“Paura Del Niente”  começa de novo muito suave, com bons vocais e sons de flauta junto com as guitarras. Os vocais desta vez soam mais suaves e compartilhando tranquilidade. Há algum tipo de explosão em que todos os instrumentos produzem uma sonoridade crescente e a música soa mais rápida e agressiva. No entanto, dura apenas uma fração de segundo. Mais tarde há uma parada e um sentimento nervoso e tenso que aparece devido ao violão que está sendo tocado cada vez mais rápido. Então a bateria segue esse caminho e a atmosfera cria uma tensão no ouvinte. Boa faixa.

“Smarrimento” começa com uma flauta transversal sendo tocada de maneira isolada e assim permanece por cerca de dois minutos, então que a bateria, teclado e guitarra entram na faixa, porém, a flauta continua a ser o carro chefe. “Smarrimento” possui altos e baixos, mas no geral é uma música excelente. Na segunda metade da faixa os vocais enfim aparecem pela primeira vez e acompanhado por um belo trabalho de violão. A música entra em uma sonoridade pastoral e atmosfera pacífica. Uma faixa de grande variedade musical, cores e texturas. Excelente composição. 

“Cimitero Di Guerra” começa grudada com a faixa anterior. Como o nome sugere, a percussão  toca uma espécie de som que nos fazem remeter a uma guerra. Mais tarde o vocal entra como numa espécie de discurso de alguém importante, tanto que os demais instrumentos parecem apenas ouvi-los. A voz sempre parece mais próxima e os demais instrumentos se mostram distantes como um pano de fundo. Essa música possui essa atmosfera funerária por toda a parte e sinceramente não consigo curtir isso, muito pelo contrário, soa bem chata por boa parte. Seu minuto final é sem dúvida também o mais interessante. Mas ainda assim, uma faixa fraca. 

“Voglia Di Rivivere” começa com um som suave e melancólico de violão e voz. Posteriormente uma flauta surge e se junta a essa bela atmosfera. Esta é uma faixa curta e calma que pode funcionar como uma espécie de relaxamento para a parte final do álbum, embora o último minuto seja mais pesado. 

“E Poi” é a música que fecha o disco e também é a música mais curta. Começa com um violão pesado, dá uma parada e guitarra e vocais aparecem de maneira suave. O trabalho de flauta também é bastante elogiável. Um final digno para um bom disco. 

No fim das contas o que dizer desse disco? É um bom álbum, mas não mais que isso, não é algo que causa um grande entusiasmo. Sei que tudo isso é subjetivo, mas não considero este um disco que me causa grandes emoções. Bom álbum e só isso.

As publicações de textos e vídeos no site do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do respectivo autor


Compartilhar

Comentar via Facebook

IMPORTANTE: Comentários agressivos serão removidos. Comente, opine, concorde e/ou discorde educadamente.
Lembre-se que o site do 80 Minutos é um espaço gratuito e aberto para que o autor possa dar a sua opinião. E você tem total liberdade para fazer o mesmo, desde que seja de maneira respeitosa.