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Resenha: Indelibly Stamped (1971)

Álbum de Supertramp

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Ainda longe

Autor: André Luiz Paiz

08/10/2019

Quando o Supertramp surgiu com o seu homônimo álbum de estreia, foi possível identificar que um novo grupo de talentosos músicos estava chegando para buscar o seu lugar ao sol. Foi um bom disco, com excelente instrumental e belíssimas linhas melódicas, embora demonstrasse sinais de que ainda havia o que se amadurecer. Quando chegou "Indelibly Stamped", este nos fez sentir ainda mais saudade do seu antecessor.

Estamos aqui para falar de um álbum que quase encerrou precocemente a carreira do Supertramp. Um álbum com passagens instrumentais longas e desconexas em alguns momentos, e extremamente acessível em outros, porém sem a garra necessária para transformar um possível tema em uma boa canção.

O álbum traz algumas tentativas dentro do rock/blues que são bons acertos, como a faixa de abertura "Your Poppa Don't Mind" e "Remember". Ambas já demonstram claramente a diferença de abordagem em relação ao álbum de estreia. "Travelled" é a faixa que mais nos trasporta para lá, em uma balada rock bem cantada por Hodgson. Uma das minhas favoritas é a balada "Rosie Had Everything Planned", que, curiosamente, é a única faixa de todo o catálogo da banda sem a contribuição de Rick Davies.
"Potter" e a balada "Forever" também seguem o caminho do rock clássico, mas sem qualquer brilho. Já as demais então, infelizmente são decepcionantes.

"Indelibly Stamped" tem a sua importância, pois motivou a banda a se fortalecer para se tornar relevante já em seu próximo lançamento. Em contrapartida, não é um registro indispensável dentro da discografia do grupo, principalmente por estar entre o álbum de estreia e o próximo, o clássico "Crime Of The Century".

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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