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Resenha: Jazz (1978)

Álbum de Queen

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Começam a surgir pequenos deslizes

Autor: André Luiz Paiz

03/09/2019

Após "News Of The World", que para mim já determina uma nova fase do Queen, "Jazz" trouxe a banda tentando mesclar a objetividade do álbum anterior com algo do passado. Parcialmente deu certo, mas não com o êxito de outrora.

Após a estranha e operística abertura "Mustapha", a primeira metade de "Jazz" me agrada bastante, pois é possível encontrar aqui ótimas faixas rock. Tirando a bonita balada "Jealousy", a sequência com "Fat Bottomed Girls", "Bicycle Race", "If You Can't Beat Them", "Let Me Entertain You" e "Dead On Time" é eletrizante e certamente uma grande parcela da parte positiva do álbum.
"In Only Seven Days" ainda permite respirar bons ares de inspiração em uma bela balada do ótimo compositor John Deacon. Daí em diante, "Dreamers Ball" e "Leaving Home Ain't Easy" de Brian May estão muito abaixo do que o guitarrista já contribuiu. A segunda até possui uma bela melodia, mas não consegue ganhar qualquer destaque. O pior ainda fica para Roger Taylor com "Fun It" e "More Of That Jazz", dois momentos esquisitos e dispensáveis. Obviamente, o clássico fantástico de Mercury salva esta segunda parte. "Don't Stop Me Now" é uma composição fantástica e um clássico absoluto do rock.

As melhores faixas de "Jazz" foram compostas por Freddie Mercury, que já começava a atingir um status quase que impossível de ser alcançado pelos demais músicos da cena. Isso no futuro viria a ser o causador de diversos conflitos internos, tanto no grupo quanto na vida do próprio vocalista.

"Jazz" tem o seu valor, mas decepciona em alguns momentos. Com menos faixas e um pouco mais de dedicação, o resultado poderia ter sido diferente.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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