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Resenha: Dominion (2019)

Álbum de Hammerfall

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O martelo se ergue novamente

Por: Diógenes Ferreira

17/08/2019

O Hammerfall é uma banda que marcou história no mundo metal quando no final dos anos 90 lançou três álbuns que marcaram um ressurgimento do Heavy Metal mais tradicional, aliada à uma roupagem Power característica da época. Glory To The Brave (1997), Legacy of Kings (1998) e Renegade (2000), trouxeram de volta aquela áurea perdida da década de 80 com temáticas medievais a la Manowar cuja a sonoridade também mesclava Accept, Judas Priest, Iron Maiden e que trouxe consigo uma nova geração de bandas que caminhavam nessa mesma linha como Pegazus, Majesty, Steel Attack, Domine, Skullview, Wizard, Powergod, entre tantas outras. Nem todas vingaram, mas a banda de Oscar Drojnak estourou rapidamente naquele período e logo se agigantou tornando-se um dos nomes mais reconhecidos da Suécia e do cenário metal mundial. Com uma formação marcante para os fãs, Joacim Cans (vocal), Oscar Dronjak e Stefan Elmgren (guitarras), Magnus Rosen (baixo) e Anders Johansson (bateria), o grupo se manteve em evidência com álbuns como Crimson Thunder (2002), Chapter V (2005) e Threshold (2006), que se não eram tão excepcionais quanto os três primeiros, mas serviram para pavimentar a carreira da banda. Porém, entre experimentações sonoras e mudanças de formação, a banda teve alguns altos e baixos, mas permanece lançando seus álbuns que desde os dois últimos (r)Evolution (2014) e Built To Last (2016), vem revigorando sua força e agora com o lançamento de Dominion em 2019, esperam reconquistar seu espaço.

“Never Forgive, Never Forget” abre o álbum trazendo de volta aquele Heavy/Power dos primeiros discos enquanto que “Dominion” vem naquela linha Accept em que a banda sempre prestou sua homenagem. “Testify” traz riffs rasgados e uma pegada Judas/Painkiller com refrão a la Manowar e solos rasantes. “One Against The World” vem pesada e cadenciada, também no clima Manowar. “(We Make) Sweden Rock” presta uma homenagem ao rock sueco e suas referências, já que a terrinha abençoada tanto ajudou a revelar grandes nomes como um celeiro de craques (tipo o Brasil para o futebol) e ao lado da Alemanha, passou a ser imprescindível para fomentar o cenário metal, historicamente desenvolvido na Inglaterra, EUA e Brasil (sim, também temos nossa importância e influência nisso). A tradicional balada não pode faltar em um álbum do Hammerfall, então “Second To One” vem como regra nos álbuns da banda e depois abre espaço para “Scars of Generation” com suas guitarras nervosas e bateria com bumbos na cara. “Dead By Dawn” traz novamente o Accept à tona e um solo maravilhoso. “Battleworn” é apenas introdução para “Bloodline” chegar arrebentando como na época do Legacy of Kings, para a alegria dos mais saudosos. Depois vem outra pedrada com “Chain of Command” também numa pegada dos primeiros álbuns com direito à refrão grudento, paradinha mortal, solos melódicos e toda a receita básica de uma canção tipicamente Heavy. ”And Yet I Smile” fecha o álbum em um meio termo de Power Ballad pesada e viajante.

O certo é que o álbum funciona muito bem, as músicas empolgam e trazem uma certa nostalgia e ainda arrisco a dizer que é o melhor álbum do Hammerfall em anos, talvez o melhor desde o fim da formação clássica e com esse atual line-up, demonstrando que os suecos ainda tem a intenção de reconquistar seus antigos fãs e também se recolocar no hall dos grandes nomes do cenário metal das últimas décadas. Se você é fã de Hammerfall, pode ouvir sem medo.


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