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Resenha: Rotten Perish (1992)

Álbum de Messiah

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Death Metal criativo e extremamente técnico.

Autor: Marcel Z. Dio

13/08/2019

Nascido na Suíça e sem o alarde de grupos como Morbid Angel e Death, o Messiah tem uma discografia no minimo interessante, apesar de curta.
Meu batismo foi com o debut Hymn To Abramelin (1986). Um álbum bem cotado, que pela circunstancia da estreia, peca na gravação. No ano seguinte houve uma boa evolução com Extreme Cold Weather (1987), agora com um pezinho no thrash metal.
A partir de Choir of Horrors (1991) a sonoridade do Messiah ganhava trechos mais rápidos e elaborados, deixando a crueza dos primeiros trabalhos de lado.
Com Rotting Perish o domínio técnico foi um pouco alem, em um disco que apesar do desconhecimento de muitos, espanta até hoje, narrando histórias relacionadas a doença, morte e questões espirituais. Alguns temas de inicio são narrados por vozes infantis, utilizando climas atmosféricos e dedilhados de violão que quebram totalmente o andamento em algumas faixas, dando um contraste muito interessante, assim como o Annihilator trabalhou em Alice in Hell (1989). Lembrando também as partes de complexas seções rítmicas oriunda do conterrâneo Coroner.
Rotting Perish segue prendendo o ouvinte até o golpe derradeiro com Ascension Of a Divine Ordinance, uma obra prima do death metal, em dez minutos que os músicos deixam à mostra do que são capazes. Riffs magníficos na escola de Leprosy (Death) e uma parte final com a já citada narrativa infantil, alem de coros celestiais, e uma progressão simples e criativa de piano, substituída pouco depois nas mesmas notas de guitarra. 

Ouça esse disco de qualquer maneira, depois digite abaixo suas considerações.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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