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Resenha: Born To Perish (2019)

Álbum de Destruction

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A destruição está de volta!

Autor: Diógenes Ferreira

10/08/2019

A produção impecável e a bateria do monstro Randy Black inicia esse novo álbum do lendário Destruction dando mostras de que teremos mais um grande disco pela frente. Por mais que eu sinta saudades daqueles timbres saturados e cheios de sujeira que Mike criou nos primeiros álbuns e que foram uma característica marcante na época, principalmente no Eternal Devastation (86), é impossível não apontar a qualidade sonora que a banda apresenta a cada álbum desde o retorno com Schmier no All Hell Breaks Loose em 2000. Desse período pra cá, foram álbuns com a Nuclear Blast, outros com a AFM e de volta à Nuclear Blast desde o Day of Reckoning de 2011, o fato é que os discos sempre apresentam ótima produção. 

Gravado no Little Creek Studios na Suiça com V.O. Pulver que já trabalhou com Nervosa e Bunrning Witches, o Born To Perish é o 17º álbum de estúdio da banda alemã liderada pela dupla Mike/Schmier, veteranos do cenário Thrash mundial e que agora acompanhados pelo exímio baterista Randy Black (ex-Annihilator, Primal Fear, Rebellion, entre outros) e Damir Eskic, guitarrista suíço que foi aluno de Tommy Vetterli (ex-Coroner e Kreator), adicionando mais uma guitarra e voltando a funcionar como um quarteto, coisa que não acontecia desde o EP Mad Butcher (87) e Release From Agony (88), quando a dupla partilhava a banda com Harry Wilkens (g) e Oliver Kaiser (d), sendo que chegou até a virar um quinteto após a saída de Schmier nos álbuns seguintes do Cracked Brain (90) até o The Least Successful Human Cannonball (98), apenas com Mike liderando os outros 4 companheiros à época.

Enfim, os fãs irão encontrar o mesmo Thrash Metal vigoroso e rasgado de sempre em Born To Perish com destaque para a faixa-título como cartão de visita de Randy Black, uma dupla afiada de guitarras em “Inspired By Death”, a típica Thrash “Betrayal”, Schmier arregaçando em “Rotten”, a harmonia de “Butchered For Life”, a rasteira “Tyrants of The Netherworld”, a cortante “We Breed Evil”, a power “Fatal Flight 17”, a quebradeira de “Ratcatcher”(Randy Black novamente destruindo tudo) e uma ode à NWOBHM com “Hellbound”, cover do Tygers of Pan Tang, para encerrar o disco em grande estilo e que ao longo de todo o ‘play’ mostra uma banda entrosada, com guitarras mais distribuídas agora com 12 cordas e um baterista dos mais competentes para tomar conta da cozinha. A destruição está de volta!


Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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