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Resenha: Maxophone (1975)

Álbum de Maxophone

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Uma obra-prima ignorada

Por: Roberto Rillo Bíscaro

10/08/2019

MAXOPHONE gravou apenas um álbum e desintegrou-se por falta de interesse do público. A gravadora cria tanto no potencial da banda a ponto de lançar edição em inglês, além da italiana. Mas, talvez 1975 já fosse tarde para uma banda prog com influências de jazz estourar, daí o LP homônimo levou-os a lugar nenhum. 

Pena, porque Maxophone tem canções com arranjos intricados, constante mudança de tempo numa mesma canção, rica instrumentação. C'è Un Paese Al Mondo, por exemplo, abre o álbum com referências ao GENESIS fase-Gabriel, jazz e jazz-rock, tudo com muita desenvoltura, sem forçar barra e sem virar clone de ninguém.

 Ao longo de seus 40 minutos, Maxophone vai para a Idade Média, tece madrigais, vibra com prog rock, suinga com jazz rock, lembra a voz de PETER GABRIEL e merece ser conhecido. Fãs de GENESIS e GENTLE GIANT curtirão.

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