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Resenha: Kill 'Em All (1983)

Álbum de Metallica

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Uma aula de Thrash Metal!

Autor: Fábio Arthur

01/08/2019

Um disco digno de estreia e acima de tudo com vendas bem significantes: acima de 3 milhões de cópias, um grande diferencial para um debute. Inicialmente o disco em questão se chamaria "Metal Up Your Ass!", mas a gravadora vetou acreditando ser um título muito forte para exposição em massa, sendo assim alteraram para "Kill Em´All", o que realmente caiu muito bem.

Outras bandas tinham os mesmos seguimentos do Metallica, porém, a banda passava um diferencial muito promissor, as composições, os riffs, as melodias e a voz de James Hetfield, eram por si só uma grande vantagem em meios aos outros grupos. 

Dave Mustaine (Megadeth) era o guitarrista ao lado de Hetfield, mas enfim, com tantos problemas entre Dave e a banda, assim em um determinado momento o grupo resolveu despedí-lo, trazendo Kirk Hammett (ex-Exodus) para o seu posto. 

Jon Zazula, sua esposa, e Paul Curcio, foram os responsáveis por inflamarem a aceitação do Metallica e colocá-los no caminho concreto entre concertos e divulgações até a gravação do debute. 

Nos EUA, "Kill Em´All" foi lançado por três selos, entre eles a Elektra, e na Europa por Music For Nation. Com um pouco além de cinquenta minutos, a banda desfila seu Speed/Thrash de maneira satisfatória e com classe absoluta.

Mustaine obteve crédito em algumas faixas do disco, já que foram elaboradas em sua época, mas as canções foram mudadas no quesito letras e em algumas melodias. Obviamente, o grupo seguiu de forma natural e Hammett inseriu sua vertente musical nas obras da banda, mas talvez de forma mais singela e não tão apurada tecnicamente igual ao seu antecessor. 

Quando lançado em 1983, o disco obteve três singles significativos e isso agregou de forma substancial o agendamento de shows e a bancada de fãs do grupo. O Metallica em "Kill Em´All" é bem diferenciado da banda que atravessou no rumo do metal do segundo disco adiante. Aqui, a banda aqui soa crua, sincera e muito além do que era concretizado naqueles tempos por outras bandas - eles, o Metallica -, expunham algo muito fortalecido por ótimos fraseados musicais e um direcionamento que se mistura às suas influências. Essas tais influências iam do Punk ao Heavy Metal e essa junção do gosto musical dos quatro jovens, trouxe força para as criações. 

Com uma arte de capa, simples, mas elucidativa, a banda mostra um apanhado geral de como soar metal ríspido e de qualidade sem se deixar cair no esquecimento, o que é a maior prova de que o Metallica dos anos oitenta foi, é e sempre será uma referência em alto nível para bandas e fãs. 

E para não soar desrespeitoso, nem adianta mencionar alguma do álbum e sim focar nele como um todo, obviamente não se esquecendo do diferencial do gênio Cliff Burton (R.I.P.), que deixou um trabalho nobre e intacto nesse trajeto inicial e nos dois discos seguintes do grupo. 

Hoje em dia ouvindo esse disco, podemos notar a fúria desbravada nas faixas exibidas, mesmo que com alguma simplicidade em alguns aspectos, como a bateria de Lars Ulrich ou alguns solos/arranjos de Hammett, ainda assim esse debute remete o grupo em uma voracidade suprema. Enfim, Metallica é sim uma das maiores referências mundiais, mesmo que seja pelos primeiros passos.

Metal Up in Your Ass!

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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