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Resenha: Open Your Eyes (1997)

Álbum de Yes

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O disco que me fez ter saudades do Tormato

Autor: Marcel Z. Dio

24/07/2019

A décima sétima criação do Yes, é um amontoado de canções que fariam vergonha até aos piores trabalhos do Asia.
E a inclusão do estreante Billy Sherwood não acrescenta em absolutamente nada, haja visto que o teclado sempre se fez presente com força na banda, até mesmo no pop 90125.
Costumo dizer que Open Your Eyes é o pior disco, melhor produzido dos ingleses. Pois é, a produção é exatamente perfeita.

Com muita boa vontade achamos algum mérito em New State of Mind, na faixa título e também na acústica From the Balcony, onde a lavoura é salva por Steve Howe.
O revés é a falta criativa, ninguém questiona a habilidade técnica dos músicos, e nem ousaria !.

Nada te prende em Open Your Eyes. Ouça duas vezes seguidas e constate que as canções caem no esquecimento em alguns minutos.
The Solucion tem mais de vinte minutos, que na verdade são cinco, pois o resto é completado por ruídos de grilos e ondas ?? ... uma boa para quem gosta de som meditativo.

Não bastasse o fracasso de Open You Eyes, em 1999 a mesma formação volta as raízes progressivas, tentando dar uma resposta aos fãs com o confuso The Ladder, um álbum que não sabe se vai ou se fica, mesmo sendo melhor que o anterior.
Após dois tombos feios, o Yes ressurge com o ótimo Magnification (2001), onde só a faixa título e a maravilhosa "In the Presence Of" vale pelos dois discos citados.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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