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Resenha: Pure Instinct (1996)

Álbum de Scorpions

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Bye bye hard rock

Autor: André Luiz Paiz

12/07/2019

Três anos após o lançamento de "Face The Heat" as coisas mudaram drasticamente na carreira do Scorpions. Sim, após anos de devoção ao hard rock, o objetivo agora era um só: faturar! Se a iniciativa partiu de empresários ou do próprio grupo, não sei, talvez alguém possa comentar sobre. De qualquer forma, o que fica é o resultado, um álbum bastante morno, leve e sem qualquer destaque na longa discografia da banda.

Após a saída do baterista Herman Rarebell na conclusão da turnê que gerou o ao vivo "Live Bites", o grupo seguiu com seus demais membros para uma nova produção. O sucesso das baladas de "Crazy World" e "Face The Heat" colocou o Scorpions também fora da mídia direcionada ao rock, fazendo a banda figurar ainda mais nas rádios e, também por aqui, na trilha sonora das novelas. Tendo o fator sucesso como referência, "Pure Instinct" chegou assustando os fãs de longa data, com pouquíssima energia e um exagero enorme de baladas e faixas repetitivas.

Aqui, temos poucas faixas a destacar. "Wild Child" abre os trabalhos e nos faz lembrar positivamente da fase oitentista da banda. "Oh Girl (I Wanna Be with You)" também vai bem, embora seja merecedora de um pouco mais de peso e energia. O mesmo acontece com "But the Best for You". Das baladas, "You and I" é uma das que mais chamou a atenção e é uma boa composição. Aliás, todas as faixas são bem compostas e possuem o requinte da banda, principalmente por contar com a voz de Klaus Meine. O problema é que é tudo muito repetitivo e pouco energético.

Difícil explorar muito sobre o que aconteceu aqui, mas, uma coisa é fato, daqui em diante, demorou bastante pro Scorpions engrenar de novo.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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