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Resenha: Rise of the Waterfowl (2016)

Álbum de Farmhouse Odyssey

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Uma odisseia de um dia

Autor: Roberto Rillo Bíscaro

03/07/2019

Dia 5 de janeiro, de 2016, saiu o segundo álbum do Farmhouse Odissey:  Rise of the Waterfowl. O trabalho é menos sinfônico no sentido de ter menos teclados setentistas e abraçar ritmos e tonalidades de prog eclético, jazz-rock, Canterbury ou um estilo que tenho chamado de indie prog, devido à junção com maneirismos de indie rock.

As nove faixas representam o transcurso de um dia, porque o álbum abre com Daybreak, que nasce mansa como dia, vira samba funkeado para se metamorfosear em virtuosismo de teclado psych prog e fecha com a tecladisticamente linda e curta From the Night Sky.

Space Revelead é instrumental que flerta novamente com o samba, mas também jazz e dá espaço para cada instrumentista brilhar. O filé de Rise of the Waterfowl deveria ser a longa suíte de nome comprido com mais de 15 minutos, mas Speedbump Catalyst: Upon the Wheel, Blessing in Disguise, Energetic Tides, The Road Alone soa um tanto anticlimática. A despeito de lindas passagens ao piano, há segmentos em que a melodia é conduzida quase exclusivamente pelo vocal, a instrumentação falhando em prover-lhe complementação ou acompanhamento a altura.

Esse segundo álbum mostra que o Farmhouse Odissey está buscando sonoridades novas para seu receituário. Pode não ser tão lindo como a estreia, mas convém ouvi-lo, porque é bom demais da conta de bem executado e cheio de ideias.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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