Para os que respiram música assim como nós


Resenha: The Last Command (1985)

Álbum de W.A.S.P.

Acessos: 760


Hard’n’Heavy agressivo, malicioso e polêmico!

Por: Vitor Sobreira

03/07/2019

O Hard’n’Heavy agressivo, malicioso e polêmico do WASP ganhou grande repercussão logo no debut auto-intitulado, lançado em 1984. Com inúmeras bandas querendo conquistar belas colocações nas paradas de sucesso ao mesmo tempo, não dar bobeira e cair de cara no trabalho era imprescindível para se manter o nome em alta. Foi justamente isso o que a banda liderada por Blackie Lawless fez.

Lançado novamente pela Capitol Records, o segundo álbum do WASP ‘The Last Command’ saiu no dia 09 de novembro de 1985, trazendo a formação quase que intacta, a não ser pela chegada do baterista Steve Rilley (ex-Keel) no lugar de Tony Richards. O time ainda contava com os guitarristas Chris Holmes e Randy Piper.

‘The Last Command” conseguiu a  façanha de ser o segundo trabalho seguido da banda a atingir a certificação de Disco de Ouro, além de beliscar posições consideráveis nos rankings dos EUA, Alemanha, Canadá, Noruega, Reino Unido e Suécia, sem contar ainda a boa visibilidade em programas de TV relacionados à música, com os vídeos dos singles ‘Wild Child’ e ‘Blind in Texas’.

Não pra menos, já que um disco começar com uma faixa do tipo “Wild Child”, não é brincadeira de criança, mantendo o apelo melodioso do refrão – da mesma forma que aconteceu com o hino “I Wanna Be Somebody”, do debut -, que é simplesmente umas das composições mais conhecidas do WASP. Sem mencionar ainda que ousou, ao chegar na marca dos 5 minutos de duração. Você pega o embalo e vai embora com a sequencia “Ballcrusher” – que mais direta e curta chegou na hora certa e ainda fará você cantarolar “Ball Ballcrusher!!” – e “Fistfull of Diamonds”, com uma bateria discretamente mais assanhada na velocidade.

Apesar do pé não se manter na tábua, “Jack Action” não deixa os ânimos se esfriarem com um Hardaço tenso (cortesia do vocal de Blackie, que mesmo em um instrumental festivo, parece te observar das sombras) e visceral. Por um breve instante, você terá a impressão de estar ouvindo algo do Running Wild em “Widowmaker”, com misteriosos dedilhados, mas logo isso passa com a entrada dos riffs e dos vocais bem característicos, guiados por uma levada mais cadenciada.

Se for cair na gandaia e quiser um som para alavancar essa bagunça, seja decente e não deixe de fora a entrada e o clima energético totalmente Rock’n’Roll de “Blind in Texas”, que ganhou um vídeo totalmente no estilo de filmes de Faroeste. A dica foi dada, só não me responsabilize depois, ok?! Agora, acordou no outro dia nocauteado pela ressaca? Coloque as tripas pra fora e depois ouça “Cries in the Night”, sem peso na consciência!

Claro que não poderia faltar uma faixa título de respeito, e a mesma não lhe decepcionará, sendo que de brinde ainda apreciará bons solos de guitarra! Contando com os backing vocals dos camaradas do Quiet Riot, Carlos Cavazo e Chuck Wright, “Running Wild in the Streets” tem um ritmo de bateria que me lembrou demais ao clássico “Creatures of the Night”, do Kiss (que na época promovia ‘Asylum’). Por fim, temos “Sex Drive”, que encerra da melhor maneira possível este álbum e ainda por cima, mantendo o fogo acesso!

Nunca deu muita atenção ao WASP ou quer escutar um Hard visceral e honesto? Então confira este ‘The Last Command’, que mesmo após quase 35 anos de seu lançamento, ainda merece essa chance!

As publicações de textos e vídeos no site do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do respectivo autor


Compartilhar

Comentar via Facebook

IMPORTANTE: Comentários agressivos serão removidos. Comente, opine, concorde e/ou discorde educadamente.
Lembre-se que o site do 80 Minutos é um espaço gratuito e aberto para que o autor possa dar a sua opinião. E você tem total liberdade para fazer o mesmo, desde que seja de maneira respeitosa.