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Resenha: Dead Again (1998)

Álbum de Mercyful Fate

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Nova sonoridade

Por: André Luiz Paiz

23/05/2019

O primeiro álbum do Mercyful Fate sem Michael Denner soa renovado, pesado e recheado de boas faixas. E os fãs só agradecem.

Após derrapar pela primeira vez com "Into The Unknown", dois anos depois o Mercyful Fate estava de volta com um novo lançamento. O que temos de diferente aqui, além da sonoridade que trataremos mais adiante, é a saída de Michael Denner, por razões um pouco obscuras, mas que pode talvez ter sido uma mudança necessária para que a banda pudesse voltar a ser relevante.

O primeiro destaque de "Dead Again" fica na sonoridade, mais crua e pesada, com maiores distorções nas guitarras. Além disso, as faixas são diversificadas e empolgantes, mas que também demandam uma certa dedicação do ouvinte para assimilação.

O disco começa com a pesada "Torture (1629)" de Hank Shermann. Seu peso e cadência, alinhados com os altos vocais de King nos fazem lembrar dos primórdios da banda. "The Night" é uma das melhores. Soa pesada e cadenciada, características principais do grupo.
A primeira composição de King no tracklist é a pesada, melancólica e macabra "Since Forever", outro grande momento. King também assina o petardo "The Lady Who Cries" e a ótima balada "Banshee".
"Mandrake" é uma boa composição de Shermann, sendo um daqueles casos que mencionei em que o ouvinte precisa se dedicar um pouco mais para assimilação. A faixa se destaca principalmente nas progressões. Outro momento está na pesada "Sucking Your Blood", de King.
A épica "Dead Again" aventura-se no metal progressivo graças às suas variações. Os fãs do metal tradicional poderão tentar se esquivar dela, mas, eu gosto bastante do resultado. Aqui é notável uma tentativa de resgatar algo do passado, algo como "Satan's Fall", de Melissa.
Por fim, encerramos com mais duas ótimas faixas: "Fear", de King Diamond, que nos faz lembrar um pouco da sua carreira solo; e "Crossroads", do baixista Sharlee D'Angelo, que é ótima e mostra que o músico claramente poderia ter contribuído mais.

É redundante mas, o Mercyful Fate fez, mais uma vez, um ótimo álbum. Letras obscuras somadas à música pesada e de qualidade, o resultado é um prato cheio para os fãs.

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