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Resenha: The God Machine (2019)

Álbum de Steel Prophet

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Renovado e mais consistente

Por: Diógenes Ferreira

21/05/2019

O Steel Prophet é uma banda que tanto eu como a maioria dos headbangers ao redor do mundo começou a acompanhar a partir de seu terceiro álbum, Dark Hallucinations, um dos melhores álbuns do ano de 1999. Bem aceito por crítica e público na época, o disco iniciava a trajetória da banda na renomada gravadora Nuclear Blast, onde passou a ter maior visibilidade a partir daí, já que seus dois álbuns iniciais haviam saído pela Art of Music, um pequeno selo alemão. Eis que Dark Hallucinations praticamente apresentou a banda ao mundo, mostrando a qualidade de seu guitarrista e fundador Steve Kachinsky e de seu vocalista Rick Mythiasin, um verdadeiro mix de Bruce Dickinson (Iron Maiden), John Arch (Fates Warning), Geoff Tate (Queensrÿche) e John Cyriis (Agent Steel). A partir daí a banda lançou ótimos álbuns como Messiah (2000), Book of The Dead (2001), Unseen (2002), Beware (2004) e após 15 anos no limbo, retorna com The God Machine (2019).

O que temos nesse novo álbum é uma banda renovada, contando apenas com Steve Kachinsky (g) e Vince Dennis (b) de sua formação original, apostando na sonoridade de sempre, mas com aquele “approach” atual e com a estreia de um novo vocalista para o posto que por anos foi de Rick Mythiasin. E o escolhido não poderia ser melhor, trata-se de Dimitri Liapakis, que para quem não conhece, esteve por anos à frente do Mystic Prophecy, outra excelente banda no mesmo estilo do Steel Prophet e à qual esse que vos escreve também acha sensacional. Completam a atual formação Jon Paget (g) e John Tarascio (d). 

Apertando o ‘play’, The God Machine inicia com a faixa-título detonando um Heavy/Power poderoso com vocais potentes. “Crucify” vem com vocalizações mais melodiosas, mas ainda na roupagem Power com guitarras empolgantes. “Thrashed Relentlessly” lembra um pouco o Iron Maiden do álbum Brave New World pra cá a partir do seu refrão. A faixa “Dark Mask” traz nuances de Fates Warning e um refrão altamente melodioso e que passeia até pelo estilo próximo de Jorn Lande. O álbum vai cadenciando com mais uma ótima canção, “Damnation Calling”, com um riff sorumbático que parece ter saído de algum álbum do Sabbath fase Dio. A potência retorna com “Soulhunter”, numa linha cavalgada meio Iron Maiden/Iced Earth com vocalizações típicas de Bruce Dickinson no refrão e ótimos solos de guitarra. A bateria inicia o ritmo em “Buried and Broken” com uma intro de guitarras que vai nos levando diretamente às baladas do Iron Maiden. Riffs cortantes a la “Cowboys From Hell” do Pantera trazem a faixa “Lucifer” que vai aumentando o peso e a velocidade gradativamente. “Fight, Kill” vem com aqueles gritos de ordem no melhor estilo Manowar e traz linhas vocais alternadas entre agressividade e melodia, até que se encerra o álbum com “Life=Love=God Machine”, com pegada Heavy Rock para animar a saideira.

Enfim, um excelente álbum de retorno desse grupo que ainda mostra muita qualidade nas composições de seu mentor, Steve Kachinsky, chegando forte para entrar na lista de melhores álbuns do ano, daqueles que você escuta e depois quer repetir a audição. Aos fãs, a falta de Rick Mythiasin não é tão sentida já que Dimitri Liapakis dá conta do recado como excelente vocalista que sempre foi, sendo um grande destaque do álbum, mostrando ter sido uma escolha muito acertada. Com esse resultado, esperamos que o “Profeta de Aço” siga agora renovado e pronto para alçar vôos maiores em sua carreira.

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