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Resenha: The Secret (2019)

Álbum de Alan Parsons

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Valeu a espera!

Autor: Marcel Z. Dio

08/05/2019

Depois de 15 anos sem inéditas, Alan Parsons volta com The Secret, seu quinto álbum solo. Não confundir com carreira recheada de clássicos do The Alan Parsons Project.
Lançado em 26 de abril, The Secret conta com os vocais de Lou Gramm (Foreigner), Mark Mikel (The Pillbugs) alem de outra série de músicos convidados. Como prévia, foi disponibilizada recentemente uma faixa em parceria com o cantor Jason Mraz intitulada "Miracle". 
A nova empreita do renomado produtor, pode soar estranha a primeira ouvida, para os extremistas - um pop mamão com açúcar. E é justamente ai que esta a pegadinha, o grande segredo é que ele vai ficando melhor com o passar das audições.
Do mais, tudo o que o músico fez em seus longos 42 anos de carreira, está presente, a exemplo das famosas orquestrações e a união bem acabada do prog com o pop rock. E ninguém ousa supera-lo nesse quesito.
É natural que em um CD de 12 faixas nem tudo seja perfeito, pois algumas canções são apenas preenchedoras de lacuna.

Com a participação de Steve Hackett nas guitarras, o clima de suspense toma conta da instrumental e introdutória "The Sorcerer's Apprentice", - original do compositor erudito Paul Dukas e imortalizada no filme Fantasia de Walt Dysney. 
O single "Miracle" é o típico pop melaço de cana, recordando o que o Prefab Sprout fez nos anos 80. Não diria que é ruim, de forma alguma, mas um tanto inócua, assim como "Lights Fall" e "Sometimes", peças que deixam o sentimento de : - Ah ta, legal, vamos para próxima !.
Orquestrações e vocais robóticos são o diferencial da maravilhosa "One Note Symphony," disparada na minha preferencia.
"Fly To Me" só não é puro Pink Floyd oitentista, pelo vocal a lá John Lennon - cantado por Mark Mikel.
"Requiem" serve para matar a saudade com os bons tempos de Supertramp - notoriamente com uma roupagem mais moderna. Sax e excelentes solos de guitarra dão uma força extra. 
O novo álbum revisa o passado de Parsons em alguns trechos, em outros aposta numa sonoridade suave e atual. Um disco que agradará em cheio quem já o acompanhava e também os simpatizantes de Styx, Journey, Pink Floyd (anos 80) e do pop em geral.
Ouça as músicas não citadas no texto e se estiver com grana sobrando, compre o disco imediatamente !.

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


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