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Resenha: Empire (1990)

Álbum de Queensryche

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Extraordinário, empolgante e belo.

Por: Roger Medeiros Batista

30/03/2019

Se tivesse de resumir o álbum "Empire" em apenas uma palavra, diria: Ouça!

Lançado em 20 de agosto de 1990, o quarto trabalho de estúdio da banda estadunidense tem uma “impressão digital” que se amolda ao hard rock dos anos 80, trazendo elementos inovadores – para a época – que acompanham o início dos anos 90, contendo um viés mais comercial em relação ao seu antecessor, sem abandonar totalmente a vertente progressiva até então conhecida.

A obra conta com as principais características que um ótimo registro de rock/metal deve ter: vigor, criatividade e autenticidade. Aliás, o álbum soa tão bem que os ouvintes mais exigentes classificá-lo-iam como, no mínimo, interessante.

A qualidade dos músicos está espontaneamente retratada no repertório repleto de lindas melodias, refrãos criativos e pegajosos, ótimas letras e excelentes arranjos vocais e instrumentais, tudo maravilhosamente concatenado e executado.

O quinteto formado por Geoff Tate (vocal), Chris DeGarmo (guitarra, backing vocals e teclado), Michael Wilton (guitarra), Scott Rockenfield (bateria e percussão) e Eddie Jackson (contrabaixo e backing vocals) estava inspiradíssimo ao compor as belas canções de “Empire”, contando com a produção do renomado Peter Collins, a ponto de conseguir extrair a melhor sonoridade dos instrumentos e dar ênfase a cada um dos integrantes na medida certa.

Desnecessário citar faixa por faixa, pois todas as canções possuem qualidade inquestionável. No entanto, merece destaque a faixa de abertura, "Best I Can", que inicia o álbum com muita personalidade, como também a seguinte "The Thin Line", com seus marcantes riffs de guitarra e perfeita simetria entre os instrumentos, a faixa-título "Empire", autêntica e poderosa do início ao fim, "Anybody Listening?", suave e intensa ao mesmo tempo, com uma melodia de arrepiar, e a consagrada e linda balada "Silent Lucidity".

Por óbvio, não se pode deixar de mencionar a trinca formada por "Jet City Woman", "Another Rainy Night" e "Hand On Heart", todas com capacidade suficiente para integrar qualquer álbum clássico de hard rock.

Apesar de ter pretendido resumi-lo em uma só palavra, não faltam outras para descrever a importância e qualidade do álbum, mas a experiência de ouvi-lo já “fala” por si.

A audição de "Empire" não é só recomendável, mas, sim, "obrigatória" àqueles que apreciam o “bom e velho” rock, bem como a todos os amantes da boa música, que terão o prazer de conhecer um dos melhores trabalhos do Queensrÿche.

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