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Resenha: Mercyful Fate - In The Shadows (1993)

Por: André Luiz Paiz

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Ressurgindo das sombas
4
26/03/2019

Após quase dez anos do lançamento de "Don't Break The Oath", o Mercyful Fate finalmente estava de volta, para a alegria dos fãs. "In The Shadows" foi lançado pela Metal Blade em 1993, trazendo uma banda mais madura e experiente. O resultado? Um grande registro para a carreira do grupo.

King Diamond estava em grande momento, tendo encerrado a primeira fase da sua carreira solo com o ótimo "The Eye". Enquanto isso, Hank Shermann e Michael Denner se aventuravam com alguns projetos até lançarem juntos, sob o nome de Zoser Mez e em 1991, o álbum "Vizier of Wasteland". Entrosados e preparados para o lançamento de um segundo disco, não deu tempo, King Diamond ouviu o material e viu nele potencial suficiente para uma retomada do Mercyful Fate. Combinando as demos para o segundo disco do Zoser Mez com algumas ideias do mestre King, enfim surgiu: "In The Shadows".
A reunião contou também com a volta de Timi Hansen, sendo que apenas Kim Ruzz foi subsituído por Morten Nielsen. Dizem que Kim e King não tinham a maior das amizades.

O álbum assunto desta resenha é mais elaborado do que os seus antecessores em termos de composição. Músicas com várias passagens e mensagens interessantes. A parte lírica também fugiu do satanismo e ocultismo tradicional do grupo para histórias e lendas de terror. King Diamond está fantástico nos vocais, com agressividade e agudos perfeitos, tudo dentro do que as músicas pedem.
O disco é bastante coeso, embora comece com mais energia do que termina. O ritmo é mantido com energia pulsante até "Thirteen Invitations", até cair um pouco (mas não muito) na instrumental "Room Of Golden Air". "Legend Of The Headless Rider" é pesada e sombria, embora também fique um pouco abaixo das demais. Por fim, a balada "Is That You, Melissa" é fantástica. Triste e melancólica, com letra que continua a história da bruxa Melissa iniciada no álbum homônimo.

Algumas versões do álbum trouxeram uma regravação da ótima faixa "Return Of The Vampire", lançada primeiramente na compilação de mesmo nome. O resultado é excelente, além da música contar com a participação do baterista Lars Ulrich, do Metallica.

Se você é fã de metal, não deixe de conferir este trabalho. Aumente o volume e se delicie com faixas espetaculares como: "Egypt", "The Bell Witch", "Shadows" e a épica "The Old Oak".

Ressurgindo das sombas
4
26/03/2019

Após quase dez anos do lançamento de "Don't Break The Oath", o Mercyful Fate finalmente estava de volta, para a alegria dos fãs. "In The Shadows" foi lançado pela Metal Blade em 1993, trazendo uma banda mais madura e experiente. O resultado? Um grande registro para a carreira do grupo.

King Diamond estava em grande momento, tendo encerrado a primeira fase da sua carreira solo com o ótimo "The Eye". Enquanto isso, Hank Shermann e Michael Denner se aventuravam com alguns projetos até lançarem juntos, sob o nome de Zoser Mez e em 1991, o álbum "Vizier of Wasteland". Entrosados e preparados para o lançamento de um segundo disco, não deu tempo, King Diamond ouviu o material e viu nele potencial suficiente para uma retomada do Mercyful Fate. Combinando as demos para o segundo disco do Zoser Mez com algumas ideias do mestre King, enfim surgiu: "In The Shadows".
A reunião contou também com a volta de Timi Hansen, sendo que apenas Kim Ruzz foi subsituído por Morten Nielsen. Dizem que Kim e King não tinham a maior das amizades.

O álbum assunto desta resenha é mais elaborado do que os seus antecessores em termos de composição. Músicas com várias passagens e mensagens interessantes. A parte lírica também fugiu do satanismo e ocultismo tradicional do grupo para histórias e lendas de terror. King Diamond está fantástico nos vocais, com agressividade e agudos perfeitos, tudo dentro do que as músicas pedem.
O disco é bastante coeso, embora comece com mais energia do que termina. O ritmo é mantido com energia pulsante até "Thirteen Invitations", até cair um pouco (mas não muito) na instrumental "Room Of Golden Air". "Legend Of The Headless Rider" é pesada e sombria, embora também fique um pouco abaixo das demais. Por fim, a balada "Is That You, Melissa" é fantástica. Triste e melancólica, com letra que continua a história da bruxa Melissa iniciada no álbum homônimo.

Algumas versões do álbum trouxeram uma regravação da ótima faixa "Return Of The Vampire", lançada primeiramente na compilação de mesmo nome. O resultado é excelente, além da música contar com a participação do baterista Lars Ulrich, do Metallica.

Se você é fã de metal, não deixe de conferir este trabalho. Aumente o volume e se delicie com faixas espetaculares como: "Egypt", "The Bell Witch", "Shadows" e a épica "The Old Oak".

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