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Resenha: Marillion - Seasons End (1989)

Por: Tiago Meneses

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Um disco muito bom, mas bastante desigual
3.5
21/03/2019

Este álbum é muito bom e foi lançado quando Hogarth entrou no Marillion, porém, ainda sem tempo de impressionar seu selo de balada na banda. Sendo assim, em minha opinião, soa mais como um álbum da era Fish tocado com um vocalista diferente e que ainda estava tentando encontrar seu próprio som e, por essa razão, cantando mais ou menos na veia de seu brilhante predecessor.

O álbum começa com a introdução atmosférica de "The King of Sunset Town" e como de costume, eles conseguem fazer uma mudança de direção que leva para uma musicalidade com o som habitual da banda, até este ponto, nada de novo aconteceu. O bom e velho som está vivo e a música ainda é ótima. Claro que a voz de Hogarth é um choque, mesmo quando ele mostra ser um bom cantor, o sotaque escocês usual é perdido, mas o cara consegue manter o estilo vivo (como Phil Collins fez em seus dois primeiros álbuns como vocalista do Genesis). Muito bom começo, é óbvio que há uma mudança, mas não chega a causar nenhum dano. 

"Easter" soa como uma música folk/celta escocesa, algo que eu poderia ter esperado do vocalista anterior, mas é um pouco estranho com "Hogarth", mas a música flui muito bem sem cair em tédio, os coros estão bem trabalhados. Uma menção especial à brilhante seção instrumental, suave e delicada, mas ainda assim, interessante e assustadora, nenhuma nota ruim na faixa. Adoro essa música. 

"The Uninvited Guest" é uma pequena pérola, soa como uma clássica música Marillion mesmo quando os vocais não estão no nível de outrora, mas pelo menos Hogarth tenta ajustar sua voz ao estilo versátil de Fish e faz um bom trabalho. O trabalho de guitarra de Rothery é delicioso e Kelly nas teclas mantém o som que aprendemos a amar.

Infelizmente a música anterior marca o pico e tudo começa a desmoronar depois disso (talvez essa palavra seja muito forte, mas começam a não andar tão bem), "Season's End" não é ruim, o trabalho de Rothery é excelente, mas a voz de "Hogarth" não tem a emoção necessária para uma melodia tão linda. Já deixando o comentário para a próxima música, um problema semelhante ocorre em "Holloway Girl", guitarra e teclado uivantes, mas a voz simplesmente não está no nível.

Em “Berlin” agora eu devo admitir que é onde acontece minha primeira decepção. Sim, admito que os experimentos da banda e a música têm partes brilhantes, mas essa coesão e magia dos dias anteriores (ainda recente na época) estão perdidas.  Para nossa sorte é seguido por "After Me" que não é algo muito original sendo que a banda começa a imitar-se (neste caso "Easter"), mas pelo menos é boa música.

"Hooks on You" simplesmente soa fora de lugar, é como uma cópia insípida de Van Hallen (ou algo assim), o que soa bem em uma banda de metal, soa caricaturesco em uma banda que tenta tocar rock progressivo.

O álbum termina a sinfônica "The Space", extremamente dramática e cheia de emoção, mas novamente Hogarth não vou dizer que estraga, mas esfria as coisas, porque a banda está nos fazendo tremer de emoção e ele apenas canta sem a força necessária, a banda faz um trabalho espetacular, mas os vocais ficam muito aquém. 

Seasons End é um disco muito bom, mas bastante desigual, misturando momentos de brilhantismo com outros completamente dispensáveis. Mas como eu disse, o saldo é bem mais positivo. 

Um disco muito bom, mas bastante desigual
3.5
21/03/2019

Este álbum é muito bom e foi lançado quando Hogarth entrou no Marillion, porém, ainda sem tempo de impressionar seu selo de balada na banda. Sendo assim, em minha opinião, soa mais como um álbum da era Fish tocado com um vocalista diferente e que ainda estava tentando encontrar seu próprio som e, por essa razão, cantando mais ou menos na veia de seu brilhante predecessor.

O álbum começa com a introdução atmosférica de "The King of Sunset Town" e como de costume, eles conseguem fazer uma mudança de direção que leva para uma musicalidade com o som habitual da banda, até este ponto, nada de novo aconteceu. O bom e velho som está vivo e a música ainda é ótima. Claro que a voz de Hogarth é um choque, mesmo quando ele mostra ser um bom cantor, o sotaque escocês usual é perdido, mas o cara consegue manter o estilo vivo (como Phil Collins fez em seus dois primeiros álbuns como vocalista do Genesis). Muito bom começo, é óbvio que há uma mudança, mas não chega a causar nenhum dano. 

"Easter" soa como uma música folk/celta escocesa, algo que eu poderia ter esperado do vocalista anterior, mas é um pouco estranho com "Hogarth", mas a música flui muito bem sem cair em tédio, os coros estão bem trabalhados. Uma menção especial à brilhante seção instrumental, suave e delicada, mas ainda assim, interessante e assustadora, nenhuma nota ruim na faixa. Adoro essa música. 

"The Uninvited Guest" é uma pequena pérola, soa como uma clássica música Marillion mesmo quando os vocais não estão no nível de outrora, mas pelo menos Hogarth tenta ajustar sua voz ao estilo versátil de Fish e faz um bom trabalho. O trabalho de guitarra de Rothery é delicioso e Kelly nas teclas mantém o som que aprendemos a amar.

Infelizmente a música anterior marca o pico e tudo começa a desmoronar depois disso (talvez essa palavra seja muito forte, mas começam a não andar tão bem), "Season's End" não é ruim, o trabalho de Rothery é excelente, mas a voz de "Hogarth" não tem a emoção necessária para uma melodia tão linda. Já deixando o comentário para a próxima música, um problema semelhante ocorre em "Holloway Girl", guitarra e teclado uivantes, mas a voz simplesmente não está no nível.

Em “Berlin” agora eu devo admitir que é onde acontece minha primeira decepção. Sim, admito que os experimentos da banda e a música têm partes brilhantes, mas essa coesão e magia dos dias anteriores (ainda recente na época) estão perdidas.  Para nossa sorte é seguido por "After Me" que não é algo muito original sendo que a banda começa a imitar-se (neste caso "Easter"), mas pelo menos é boa música.

"Hooks on You" simplesmente soa fora de lugar, é como uma cópia insípida de Van Hallen (ou algo assim), o que soa bem em uma banda de metal, soa caricaturesco em uma banda que tenta tocar rock progressivo.

O álbum termina a sinfônica "The Space", extremamente dramática e cheia de emoção, mas novamente Hogarth não vou dizer que estraga, mas esfria as coisas, porque a banda está nos fazendo tremer de emoção e ele apenas canta sem a força necessária, a banda faz um trabalho espetacular, mas os vocais ficam muito aquém. 

Seasons End é um disco muito bom, mas bastante desigual, misturando momentos de brilhantismo com outros completamente dispensáveis. Mas como eu disse, o saldo é bem mais positivo. 

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