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Resenha: David Gilmour - David Gilmour (1978)

Por: Tiago Meneses

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No fim das contas é um bom álbum e vale a pena.
3
15/03/2019

O ano é o de 1978, o clima dentro do Pink Floyd  não está muito bom e estamos próximo a primeira dissolução do grupo com a saída de Richard Wright. Tanto o tecladista, quanto David Gilmour decidem lançar neste ano os seus primeiros discos solo. Enquanto que Wright produziu algo que estava muito perto dos sons padrão do Floyd, Gilmour lançou um disco de sonoridade um pouco diferente (embora de influencia floydiana também).

"Mihalis", faixa de abertura, confesso que a princípio eu estava achando um pouco repetitiva e chata, mas pra sorte de quem gosta de uma boa música e conhece a capacidade de David Gilmour, o guitarrista dá uma dinâmica a música como um verdadeiro floydiano faria. 

“There's No Way Out Of Here” tem um início que me lembra ao visto em bandas de southern rock moderna (mesmo a música tendo mais de 40 anos). Possui uma boa estrutura e solo de guitarra que me fazem curti-la com um sentimento de empolgação. 

"Cry from the Street”  quando ouvi pela primeira vez pensei em algo bastante rock and roll, quase que na linha dos americanos do Mountain. Porém, quando a música de fato começa com seus demais instrumentos é na verdade em uma linha mais blues com o estilo único de cantar e tocar de David Gilmour. É repetitiva? Sim, afinal, essa é uma marca registrada de faixa do estilo, mas possui uma linha vocal excelente e é bastante agradável como um todo. 

“So Far Away” é uma faixa em ritmo bem lento que tem no piano seu instrumento principal. Com certeza que a atração principal desta faixa se encontra no solo de guitarra em seu interlúdio, mesmo com uma seção rítmica meio chata. 

“Short And Sweet” começa com um trabalho de guitarra e depois segue com boas linhas de baixo e vocal. Considero que essa música inspirou algo do Division Bell que seria gravado somente 15 anos depois. Uma ótima faixa. 

“Raise My Rent” é uma peça instrumental e de ritmo lento, simples e repetitivo, porém, muito bem preenchido pela guitarra. O que torna esta faixa interessante é o incrível solo de guitarra, mesmo que o seu início lembre Hey You. Mas lembrando que a música do Pink Floyd iria ser lançada apenas um ano depois. 

“No Way” é uma daquelas faixas que Gilmour além de exímio instrumentista também é um grande vocalista. Faixa de ritmo lento mais uma vez cadenciada em uma linha de blues, mostrando o quanto Gilmour sempre teve influência nesse estilo. Possui um bom solo de guitarra. 

“It's Deafinitely” é mais uma faixa instrumental e provavelmente a música que menos gosto no álbum. Não chega a ser ruim, mas às vezes mais parece um exercício para efeitos de guitarra. Quando os teclados param e o baixo segura em uma mesma nota parece com uma espécie de "One of These Days", mas sem o mesmo brio. 

“I Can't Breathe Anymore” é a música que finalize o disco. Aquele tipo de música média, boa, mas falta algo que costuma ser uma forte característica de David Gilmour, ou seja, sentimento. Não se trata de um simples preenchimento e nem pode ser destaque. De primeira metade serena e depois se constitui em algo mais enérgico sempre com a guitarra na liderança. 

No geral é um bom álbum principalmente para quem gosta de Pink Floyd. Mas vale notar que aqui todas as músicas têm um ritmo e estrutura simples. O que mais merece atenção obviamente são os vocais e trabalhos de guitarra de David Gilmour. Porém a música que o acompanha muitas vezes é de uma simplicidade exagerada, um fluxo até mesmo bastante repetitivo por inúmeras vezes. Mas no fim das contas é um bom álbum e vale a pena. 

No fim das contas é um bom álbum e vale a pena.
3
15/03/2019

O ano é o de 1978, o clima dentro do Pink Floyd  não está muito bom e estamos próximo a primeira dissolução do grupo com a saída de Richard Wright. Tanto o tecladista, quanto David Gilmour decidem lançar neste ano os seus primeiros discos solo. Enquanto que Wright produziu algo que estava muito perto dos sons padrão do Floyd, Gilmour lançou um disco de sonoridade um pouco diferente (embora de influencia floydiana também).

"Mihalis", faixa de abertura, confesso que a princípio eu estava achando um pouco repetitiva e chata, mas pra sorte de quem gosta de uma boa música e conhece a capacidade de David Gilmour, o guitarrista dá uma dinâmica a música como um verdadeiro floydiano faria. 

“There's No Way Out Of Here” tem um início que me lembra ao visto em bandas de southern rock moderna (mesmo a música tendo mais de 40 anos). Possui uma boa estrutura e solo de guitarra que me fazem curti-la com um sentimento de empolgação. 

"Cry from the Street”  quando ouvi pela primeira vez pensei em algo bastante rock and roll, quase que na linha dos americanos do Mountain. Porém, quando a música de fato começa com seus demais instrumentos é na verdade em uma linha mais blues com o estilo único de cantar e tocar de David Gilmour. É repetitiva? Sim, afinal, essa é uma marca registrada de faixa do estilo, mas possui uma linha vocal excelente e é bastante agradável como um todo. 

“So Far Away” é uma faixa em ritmo bem lento que tem no piano seu instrumento principal. Com certeza que a atração principal desta faixa se encontra no solo de guitarra em seu interlúdio, mesmo com uma seção rítmica meio chata. 

“Short And Sweet” começa com um trabalho de guitarra e depois segue com boas linhas de baixo e vocal. Considero que essa música inspirou algo do Division Bell que seria gravado somente 15 anos depois. Uma ótima faixa. 

“Raise My Rent” é uma peça instrumental e de ritmo lento, simples e repetitivo, porém, muito bem preenchido pela guitarra. O que torna esta faixa interessante é o incrível solo de guitarra, mesmo que o seu início lembre Hey You. Mas lembrando que a música do Pink Floyd iria ser lançada apenas um ano depois. 

“No Way” é uma daquelas faixas que Gilmour além de exímio instrumentista também é um grande vocalista. Faixa de ritmo lento mais uma vez cadenciada em uma linha de blues, mostrando o quanto Gilmour sempre teve influência nesse estilo. Possui um bom solo de guitarra. 

“It's Deafinitely” é mais uma faixa instrumental e provavelmente a música que menos gosto no álbum. Não chega a ser ruim, mas às vezes mais parece um exercício para efeitos de guitarra. Quando os teclados param e o baixo segura em uma mesma nota parece com uma espécie de "One of These Days", mas sem o mesmo brio. 

“I Can't Breathe Anymore” é a música que finalize o disco. Aquele tipo de música média, boa, mas falta algo que costuma ser uma forte característica de David Gilmour, ou seja, sentimento. Não se trata de um simples preenchimento e nem pode ser destaque. De primeira metade serena e depois se constitui em algo mais enérgico sempre com a guitarra na liderança. 

No geral é um bom álbum principalmente para quem gosta de Pink Floyd. Mas vale notar que aqui todas as músicas têm um ritmo e estrutura simples. O que mais merece atenção obviamente são os vocais e trabalhos de guitarra de David Gilmour. Porém a música que o acompanha muitas vezes é de uma simplicidade exagerada, um fluxo até mesmo bastante repetitivo por inúmeras vezes. Mas no fim das contas é um bom álbum e vale a pena. 

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