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    Back In The World Of Adventures (1995)

    4.5 Por: Tiago Meneses

Resenha: The Flower Kings - Back In The World Of Adventures (1995)

Por: Tiago Meneses

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O ponto de partida de uma uma carreira prolífica e surpreendente
4.5
12/03/2019

Depois de uns anos 80 considerados fracos por muitos admiradores do rock progressivo sinfônico e que renegavam as bandas de neo progressivo (não é o meu caso), alguns grupos suecos no começo dos anos 90 promoveram uma espécie de renascença sinfônica no frio país nórdico e que logo iria se expandir para o resto do mundo. 

Bandas como Anglagard e Par Lindh Project foram reconhecidos imediatamente como clássicos modernos pelos fãs mais antigos e que apreciavam o gênero desde os anos 70. Porém o Flower Kings não caiu nas graças dos ouvintes logo de cara, houve uma boa resistência por parte de muitas pessoas que alegavam que eles não passavam de mais um grupo de neo progressivo que estava tirando proveito da bonança musical sueca. Ainda hoje algumas resenhas se recusam a colocar ela dentro do rock progressivo sinfônico, algo extremamente injusto para uma banda que já em sua estreia fazem uma nova música dentro do gênero que amam, mas esse tipo de discussão caberia em algum fórum, aqui a ideia é apenas fazer uma resenha e Back In The World Of Adventures é o ponto de partida de uma banda que construiria uma carreira prolífica e surpreendente. 

O disco começa através de “World Of Adventure” um épico de treze minutos e carregado de tudo que um rock de rock progressivo pode pedir, uma musicalidade excelente, estrutura muito bem elaborada e interessantes mudanças de andamento. Após uma curta introdução melódica a banda salta para uma passagem bastante crimsoniana, onde há uma exploração que foi iniciada através de Fripp e companhia e redescoberto pela Anglagard, porém, dessa vez soando de uma maneira mais melódica e suave. Nota-se também na música alguns ecos de Genesis até o momento em que a música se transforma em uma espécie de balada com Roine Stolt acrescentando sua voz particular, cujo o alcance á mais ou menos no ponto central entre Peter Gabriel e Greg Lake (mesmo sem a beleza de nenhuma dessa duas). Mas não espere que a banda permaneça nessa linha, a música continua mudando com uma infinidade de estilos e humores, incluindo seções muito bem elaboradas, passagens exuberantes de teclado e alguns momentos mio sombrios. Grande início de álbum e carreira. 

“Atomic Prince / Kaleidoscope” começa com um trabalho de teclado bastante pomposo que logo ganha a companhia da bateria. Mas é a vez de Roine mostrar toda a sua habilidade através de uma guitarra pesada e parcialmente distorcida e que demonstra quão único é o som da banda. A maneira que é utilizada o mellotron é diferente do que faziam os pioneiros do rock progressivo, mas ainda assim podemos respirar nesta excelente faixa em algumas reminiscências medievais. 

“Go West Judas” é uma expressão bastante radical se levarmos em conta que falamos de um grupo que se encontra dentro do rock progressivo sinfônico. Vocais fortes mais a interação agressiva entre a guitarra e teclas colocam a banda quase que em uma fronteira com o heavy metal, mas com a habitual melodia forte e um toque melancólico. A banda aqui mostra que eles podem soar pesados quando querem. 

“Train To Nowhere” possui uma introdução sentimental onde os vocais estridentes se encaixam perfeitamente. Então que ele se junta a uma guitarra distorcida e um suave piano ao fundo. A música entra em uma crescente se transformando em uma balada poderosa e de um coro de tirar o fôlego. 

“Oblivion Road” como o nome indica é uma música triste e cheia de lembranças. Desta vez o território no qual a banda se aproxima é o do jazz, mas claro, sem deixar pra trás os elementos sinfônicos. Tomas Bodin dá uma fantástica performance de piano e o mellotron é a cereja do bolo acrescentando um ar de mistério e suspense. 

“Theme For A Hero” faz com que o álbum continue nessa suave tendência melancólica, mesmo quando o uso de guitarra aqui seja muito mais agressivo. Novamente a banda cruza passagens sinfônicas e jazzísticas em mudanças radicais que prendem a atenção do ouvinte. Não consigo entender qual o problema que muitas pessoas conseguem ver nessa banda. 

“Temple Of The Snakes” é um interlúdio bastante curto e que funciona quase como uma introdução mística para a frenética, “My Cosmic Lover”, música na qual a banda se permite passear livremente através de longas e fortes passagens instrumentais com Stolt cantando de uma maneira mais suave, estilo quase onírico, não soa tão bom quanto em faixas anteriores porque parece ter alguns problemas de dissonância, mas a ideia é boa e melhora nesse aspecto durante a carreira da banda. 

“The Wonder Wheel” é uma música que apresenta uma atmosfera bastante misteriosa e sombria. Possui claras semelhanças na composição e performance do material solo de Steve Hackett, cheia de efeitos sonoros e elementos vanguardistas é uma música extremamente interessante. 

“Big Puzzle” é a outra música de mais de treze minutos e que compõe o álbum. Fecha o disco com uma interferência de piano e guitarra impressionante e que de alguma forma me faz remeter a música “In the Wake of Poseidon" do King Crimson, mas apenas no seu início, pois mais pra frente a fluidez da banda tem como maior influência e era Gabriel do Genesis, principalmente nos usos de teclados. Um épico completo e muito bem desenvolvido do começo ao fim e que termina o álbum com classe. 

Ao contrário do que acontece com muitas bandas de rock progressivo que começaram fracas e cresceram em qualidade ou começaram a carreira com um bom material e depois perderam a magia, a Flower Kings é uma banda que do primeiro ao último álbum sempre se manteve em um com nível sem muitas variações de qualidade. 

O ponto de partida de uma uma carreira prolífica e surpreendente
4.5
12/03/2019

Depois de uns anos 80 considerados fracos por muitos admiradores do rock progressivo sinfônico e que renegavam as bandas de neo progressivo (não é o meu caso), alguns grupos suecos no começo dos anos 90 promoveram uma espécie de renascença sinfônica no frio país nórdico e que logo iria se expandir para o resto do mundo. 

Bandas como Anglagard e Par Lindh Project foram reconhecidos imediatamente como clássicos modernos pelos fãs mais antigos e que apreciavam o gênero desde os anos 70. Porém o Flower Kings não caiu nas graças dos ouvintes logo de cara, houve uma boa resistência por parte de muitas pessoas que alegavam que eles não passavam de mais um grupo de neo progressivo que estava tirando proveito da bonança musical sueca. Ainda hoje algumas resenhas se recusam a colocar ela dentro do rock progressivo sinfônico, algo extremamente injusto para uma banda que já em sua estreia fazem uma nova música dentro do gênero que amam, mas esse tipo de discussão caberia em algum fórum, aqui a ideia é apenas fazer uma resenha e Back In The World Of Adventures é o ponto de partida de uma banda que construiria uma carreira prolífica e surpreendente. 

O disco começa através de “World Of Adventure” um épico de treze minutos e carregado de tudo que um rock de rock progressivo pode pedir, uma musicalidade excelente, estrutura muito bem elaborada e interessantes mudanças de andamento. Após uma curta introdução melódica a banda salta para uma passagem bastante crimsoniana, onde há uma exploração que foi iniciada através de Fripp e companhia e redescoberto pela Anglagard, porém, dessa vez soando de uma maneira mais melódica e suave. Nota-se também na música alguns ecos de Genesis até o momento em que a música se transforma em uma espécie de balada com Roine Stolt acrescentando sua voz particular, cujo o alcance á mais ou menos no ponto central entre Peter Gabriel e Greg Lake (mesmo sem a beleza de nenhuma dessa duas). Mas não espere que a banda permaneça nessa linha, a música continua mudando com uma infinidade de estilos e humores, incluindo seções muito bem elaboradas, passagens exuberantes de teclado e alguns momentos mio sombrios. Grande início de álbum e carreira. 

“Atomic Prince / Kaleidoscope” começa com um trabalho de teclado bastante pomposo que logo ganha a companhia da bateria. Mas é a vez de Roine mostrar toda a sua habilidade através de uma guitarra pesada e parcialmente distorcida e que demonstra quão único é o som da banda. A maneira que é utilizada o mellotron é diferente do que faziam os pioneiros do rock progressivo, mas ainda assim podemos respirar nesta excelente faixa em algumas reminiscências medievais. 

“Go West Judas” é uma expressão bastante radical se levarmos em conta que falamos de um grupo que se encontra dentro do rock progressivo sinfônico. Vocais fortes mais a interação agressiva entre a guitarra e teclas colocam a banda quase que em uma fronteira com o heavy metal, mas com a habitual melodia forte e um toque melancólico. A banda aqui mostra que eles podem soar pesados quando querem. 

“Train To Nowhere” possui uma introdução sentimental onde os vocais estridentes se encaixam perfeitamente. Então que ele se junta a uma guitarra distorcida e um suave piano ao fundo. A música entra em uma crescente se transformando em uma balada poderosa e de um coro de tirar o fôlego. 

“Oblivion Road” como o nome indica é uma música triste e cheia de lembranças. Desta vez o território no qual a banda se aproxima é o do jazz, mas claro, sem deixar pra trás os elementos sinfônicos. Tomas Bodin dá uma fantástica performance de piano e o mellotron é a cereja do bolo acrescentando um ar de mistério e suspense. 

“Theme For A Hero” faz com que o álbum continue nessa suave tendência melancólica, mesmo quando o uso de guitarra aqui seja muito mais agressivo. Novamente a banda cruza passagens sinfônicas e jazzísticas em mudanças radicais que prendem a atenção do ouvinte. Não consigo entender qual o problema que muitas pessoas conseguem ver nessa banda. 

“Temple Of The Snakes” é um interlúdio bastante curto e que funciona quase como uma introdução mística para a frenética, “My Cosmic Lover”, música na qual a banda se permite passear livremente através de longas e fortes passagens instrumentais com Stolt cantando de uma maneira mais suave, estilo quase onírico, não soa tão bom quanto em faixas anteriores porque parece ter alguns problemas de dissonância, mas a ideia é boa e melhora nesse aspecto durante a carreira da banda. 

“The Wonder Wheel” é uma música que apresenta uma atmosfera bastante misteriosa e sombria. Possui claras semelhanças na composição e performance do material solo de Steve Hackett, cheia de efeitos sonoros e elementos vanguardistas é uma música extremamente interessante. 

“Big Puzzle” é a outra música de mais de treze minutos e que compõe o álbum. Fecha o disco com uma interferência de piano e guitarra impressionante e que de alguma forma me faz remeter a música “In the Wake of Poseidon" do King Crimson, mas apenas no seu início, pois mais pra frente a fluidez da banda tem como maior influência e era Gabriel do Genesis, principalmente nos usos de teclados. Um épico completo e muito bem desenvolvido do começo ao fim e que termina o álbum com classe. 

Ao contrário do que acontece com muitas bandas de rock progressivo que começaram fracas e cresceram em qualidade ou começaram a carreira com um bom material e depois perderam a magia, a Flower Kings é uma banda que do primeiro ao último álbum sempre se manteve em um com nível sem muitas variações de qualidade. 

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