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Resenha: The Beatles - Revolver (1966)

Por: Fábio Arthur

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Impactante, inovador e à frente de seu tempo
5
12/03/2019

Revolver: Rotação do long play na vitrola, movimento espiral ou sequência circular.

Obs: Também, no caso desse álbum, sugere uma mudança e/ou rotação de inovações ao som do grupo The Beatles naquele momento.

Georg Merrick - engenheiro de som - foi na verdade o responsável pelo resultado trazido em "Revolver", lançado em 1966, segundo disco do grupo a conter algo mais inovador e maduro musicalmente. Acima de tudo o grupo britânico, trouxe uma evolução experimental fora do comum, ampliando seus horizontes e assim dando vida em sua forma de compôr, gravar e tocar, muito além do concebido anteriormente em sua carreira. 

A adesão ao psicodelismo realmente aprofundada e suprema dos The Beatles começa por este maravilhoso exemplar. O estilo variado com muita eficácia, sem se conter ao Rock and Roll de outrora, moldou significavelmente a posição da banda enquanto grandes astros ou músicos, passando para outro nível e assim, sem volta ao passado não tão distante da banda.

Um pouco de tudo elevou o grupo nessa nova jornada. Mudanças necessárias de acordo com suas vontades trouxeram um padrão alternado de canções muito evolutivas e peculiares. São desta feita: "Love to You", tingida de uma gama musical oriental; "Eleonor Rigby", com suas características solitárias e até meio ambientada por nuances lúgrebes e "Tomorrow Never Knows", com sua veia psicodélica incisiva. Assim, com um porte memorável e muito bem elaborado, os The Beatles seguiam em frente, dando vida a um dos maiores discos da história musical. O elemento ufanista está presente na faixa "Yellow Submarine", e uma postura altamente composta por ideais inovadoras foi exposta ao mercado fonográfico de maneira a findar uma década muito rica em arte e cultura no geral. 

O som foi alterado em demasia para as gravações. Pela primeira vez e contrariando os executivos da EMI, a banda aproximou durante os processos os microfones dos instrumentos, deixando tudo muito estampado ao ouvinte e forte em termos sonoros, principalmente a bateria de Ringo Starr. Ouça "Taxman", uma prova concreta dessa nova face do grupo, mesmo indo contra a censura da gravadora naquele momento. 

George Harrison (R.I.P.) elaborou maiores elementos para o disco. Desta vez ele se envolveu mais profundamente, tanto instrumental quanto como compositor. "I Want To Tell You" seria uma dessas canções. 

No mais, entre brigas, uso de substâncias ilegais - uma prova disso, seria a letra de "Dr. Robert", que fala sobre um médico que receita anfetaminas para seus pacientes -, e tantos outros fatores, os The Beatles conseguiram administrar tudo e trazer a vida um dos maiores clássicos da música e da arte em si.

Impactante, inovador e à frente de seu tempo
5
12/03/2019

Revolver: Rotação do long play na vitrola, movimento espiral ou sequência circular.

Obs: Também, no caso desse álbum, sugere uma mudança e/ou rotação de inovações ao som do grupo The Beatles naquele momento.

Georg Merrick - engenheiro de som - foi na verdade o responsável pelo resultado trazido em "Revolver", lançado em 1966, segundo disco do grupo a conter algo mais inovador e maduro musicalmente. Acima de tudo o grupo britânico, trouxe uma evolução experimental fora do comum, ampliando seus horizontes e assim dando vida em sua forma de compôr, gravar e tocar, muito além do concebido anteriormente em sua carreira. 

A adesão ao psicodelismo realmente aprofundada e suprema dos The Beatles começa por este maravilhoso exemplar. O estilo variado com muita eficácia, sem se conter ao Rock and Roll de outrora, moldou significavelmente a posição da banda enquanto grandes astros ou músicos, passando para outro nível e assim, sem volta ao passado não tão distante da banda.

Um pouco de tudo elevou o grupo nessa nova jornada. Mudanças necessárias de acordo com suas vontades trouxeram um padrão alternado de canções muito evolutivas e peculiares. São desta feita: "Love to You", tingida de uma gama musical oriental; "Eleonor Rigby", com suas características solitárias e até meio ambientada por nuances lúgrebes e "Tomorrow Never Knows", com sua veia psicodélica incisiva. Assim, com um porte memorável e muito bem elaborado, os The Beatles seguiam em frente, dando vida a um dos maiores discos da história musical. O elemento ufanista está presente na faixa "Yellow Submarine", e uma postura altamente composta por ideais inovadoras foi exposta ao mercado fonográfico de maneira a findar uma década muito rica em arte e cultura no geral. 

O som foi alterado em demasia para as gravações. Pela primeira vez e contrariando os executivos da EMI, a banda aproximou durante os processos os microfones dos instrumentos, deixando tudo muito estampado ao ouvinte e forte em termos sonoros, principalmente a bateria de Ringo Starr. Ouça "Taxman", uma prova concreta dessa nova face do grupo, mesmo indo contra a censura da gravadora naquele momento. 

George Harrison (R.I.P.) elaborou maiores elementos para o disco. Desta vez ele se envolveu mais profundamente, tanto instrumental quanto como compositor. "I Want To Tell You" seria uma dessas canções. 

No mais, entre brigas, uso de substâncias ilegais - uma prova disso, seria a letra de "Dr. Robert", que fala sobre um médico que receita anfetaminas para seus pacientes -, e tantos outros fatores, os The Beatles conseguiram administrar tudo e trazer a vida um dos maiores clássicos da música e da arte em si.

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