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Resenha: Judas Priest - Stained Class (1978)

Por: Marcel Z. Dio

Acessos: 68

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Em 1978 quem mandava era o Judas!!
5
12/03/2019

Para muitos o Black Sabbath criou o heavy metal, mas coube ao Judas Priest completar o "serviço". O grupo oriundo da mesma cidade (Birmingham) adicionou o visual em roupas de couros e outros adereços, reinventando o som com suas guitarras cortantes, alem de angariar uma legião de fãs ao virar sinônimo definitivo do estilo.
O primeiro álbum revelaria uma banda ainda perdida em relação ao futuro. Sad Wings of Destiny foi peça primordial, Sin After Sin estava quase lá, e o clássico Stained Class fechou a moldura do quadro. 
O disco não deixa a peteca cair em nenhum momento, uma consolidação de peso e melodia com o amadurecimento das letras em relação aos antecessores, servindo de influência básica ao nascimento da NWOBHM.

A abertura com "Exciter" contava a história de uma criatura intergalática enviada à Terra para trazer a salvação aos oprimidos. Les Binks foi recrutado no lugar de Simon Philips e fez um belo trabalho, haja visto introdução explosiva de "Exciter", bem similar ao começo de Painkiller do próprio Judas, lançada 12 anos depois. Não bastasse a aula de bateria, o músico colaborou com as linhas de guitarra em "Beyond the Realms of Death".

"White Heat, Red Hot" continha resquícios do debut nos riffs mais "sujos" da introdução. Mas é no refrão que a coisa pega pra valer !!, Rob Ralford carregava um dragão em sua cordas vocais, despejando agudos de forma brilhante em toda a canção, espantando o mundo com sua potencia, explicita também na espetacular e viciante "Better by You, Better than Me".

O entrosamento de KK Downing e Glenn Tipton atinge a perfeição na faixa título, com riffs cavalares e solos bem elaborados. Vou evitar falar outra vez da performance de Halford, sob acusação se ser um puxa saco mor do Metal God. Me calarei !!.

A influência citada na NWOBHM, pode ser conferida em "Saints in Hell". Percebo nela, uma semelhança na estrutura inicial com a canção "Wrathchild" do Iron Maiden, sobretudo nos graves de Ian Hill, após os primeiros acordes de guitarra.

"Beyond the Realms of Death" - fala de suicídio e livre arbítrio, sobre alguém que esta cansado de jogar o jogo sujo da vida, questionando o valor de sua existência.
"Yeah! Eu deixei o mundo pra trás.
Estou a salvo aqui em minha mente.
Livre para falar com os meus pares.
Esta é a minha vida, esta é a minha vida.
Eu é quem decido não vocês".
Além da letra espetacular, o instrumental sobressaía de todas as formas. E o solo de guitarra de Glenn Tipton?, Ave Maria !! talvez o melhor já feito por uma banda de rock pesado.
Não à toa o solo figura em qualquer lista séria do estilo, e assim continuará enquanto existir o termo heavy metal.

"Heroes End" citava a morte prematura dos astros do rock, fazendo referência clara a Janis Joplin, Jimi Hendrix e James Dean.
No entanto, a faixa trouxe sérios problemas ao Judas, levando-os ao tribunal pela morte de dois jovens, cujo os familiares ligavam o ato insano (suicídio) à influência de suas letras. E "Heroes End" foi a primeira canção usada pela promotoria para tentar condenar a banda. O tribunal aceitou a acusação e em 1990 a banda enfrentou um processo com um pedido de indenização no valor de U$$ 6,2 milhões.
Contudo, o tribunal percebeu que os dois jovens eram desajustados e inocentou a banda.

Stained Class ainda continha as ótimas "Invader" e "Savage". Passado 41 anos, o disco é quase um manual para entender a evolução do heavy metal. Obrigatório na estante de quem se diz roqueiro ou amante da boa música.

Em 1978 quem mandava era o Judas!!
5
12/03/2019

Para muitos o Black Sabbath criou o heavy metal, mas coube ao Judas Priest completar o "serviço". O grupo oriundo da mesma cidade (Birmingham) adicionou o visual em roupas de couros e outros adereços, reinventando o som com suas guitarras cortantes, alem de angariar uma legião de fãs ao virar sinônimo definitivo do estilo.
O primeiro álbum revelaria uma banda ainda perdida em relação ao futuro. Sad Wings of Destiny foi peça primordial, Sin After Sin estava quase lá, e o clássico Stained Class fechou a moldura do quadro. 
O disco não deixa a peteca cair em nenhum momento, uma consolidação de peso e melodia com o amadurecimento das letras em relação aos antecessores, servindo de influência básica ao nascimento da NWOBHM.

A abertura com "Exciter" contava a história de uma criatura intergalática enviada à Terra para trazer a salvação aos oprimidos. Les Binks foi recrutado no lugar de Simon Philips e fez um belo trabalho, haja visto introdução explosiva de "Exciter", bem similar ao começo de Painkiller do próprio Judas, lançada 12 anos depois. Não bastasse a aula de bateria, o músico colaborou com as linhas de guitarra em "Beyond the Realms of Death".

"White Heat, Red Hot" continha resquícios do debut nos riffs mais "sujos" da introdução. Mas é no refrão que a coisa pega pra valer !!, Rob Ralford carregava um dragão em sua cordas vocais, despejando agudos de forma brilhante em toda a canção, espantando o mundo com sua potencia, explicita também na espetacular e viciante "Better by You, Better than Me".

O entrosamento de KK Downing e Glenn Tipton atinge a perfeição na faixa título, com riffs cavalares e solos bem elaborados. Vou evitar falar outra vez da performance de Halford, sob acusação se ser um puxa saco mor do Metal God. Me calarei !!.

A influência citada na NWOBHM, pode ser conferida em "Saints in Hell". Percebo nela, uma semelhança na estrutura inicial com a canção "Wrathchild" do Iron Maiden, sobretudo nos graves de Ian Hill, após os primeiros acordes de guitarra.

"Beyond the Realms of Death" - fala de suicídio e livre arbítrio, sobre alguém que esta cansado de jogar o jogo sujo da vida, questionando o valor de sua existência.
"Yeah! Eu deixei o mundo pra trás.
Estou a salvo aqui em minha mente.
Livre para falar com os meus pares.
Esta é a minha vida, esta é a minha vida.
Eu é quem decido não vocês".
Além da letra espetacular, o instrumental sobressaía de todas as formas. E o solo de guitarra de Glenn Tipton?, Ave Maria !! talvez o melhor já feito por uma banda de rock pesado.
Não à toa o solo figura em qualquer lista séria do estilo, e assim continuará enquanto existir o termo heavy metal.

"Heroes End" citava a morte prematura dos astros do rock, fazendo referência clara a Janis Joplin, Jimi Hendrix e James Dean.
No entanto, a faixa trouxe sérios problemas ao Judas, levando-os ao tribunal pela morte de dois jovens, cujo os familiares ligavam o ato insano (suicídio) à influência de suas letras. E "Heroes End" foi a primeira canção usada pela promotoria para tentar condenar a banda. O tribunal aceitou a acusação e em 1990 a banda enfrentou um processo com um pedido de indenização no valor de U$$ 6,2 milhões.
Contudo, o tribunal percebeu que os dois jovens eram desajustados e inocentou a banda.

Stained Class ainda continha as ótimas "Invader" e "Savage". Passado 41 anos, o disco é quase um manual para entender a evolução do heavy metal. Obrigatório na estante de quem se diz roqueiro ou amante da boa música.

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