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Resenha: Barclay James Harvest - Once Again (1971)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Descontraído e bastante agradável de ouvir
4
09/03/2019

Não é sempre que uma banda consegue melhorar tanto apenas de um disco para o outro, mas a Barclay James Harvest conseguiu dar um salto incrível do seu fraco e previsível disco de estreia para o forte e dramático, Once Again. Parece que se passaram uns quatro ou cinco anos, mas na verdade foram apenas meses para a banda não apenas encontrar o seu caminho, mas melhorar seu som em absolutamente todos os campos. 

O disco começa através de “She Said”, muito drama e uma atmosfera densa e pesada com fortes conexões psicodélicas. O teclado logo de cara se mostra muito mais maduro e sentimental. Após uma primeira seção frenética, uma flauta medieval suave nos prepara para a parte final, onde a banda golpeia o ouvinte com tudo que eles têm. Vale mencionar também as excelentes linhas de guitarra durante a música. 

“Happy Old World” começa de forma densa, mas logo se transforma em uma música de melodia suave. A diferença deste com o primeiro álbum é que as músicas mais suaves são muito interessantes e com uma sonoridade mais elaborada, mostrando uma banda entrando em um território de música progressiva com todo o seu coração e alma. Tudo parece soar mais avançado. 

“Song For Dying” como o nome já sugere é bastante emocional. Piano e guitarra são fantásticos e intensificam a atmosfera criada. Há momentos agressivos e empolgantes, mas sempre melancólicos. Se no disco de estreias as baladas eram ingênuas e previsíveis, aqui soam fortes e dramáticas. 

“Galadriel” é bastante evocativa a ponto de quase me arrancar algumas lágrimas, a adição de orquestra é algo simplesmente notável. A simplicidade de “Galadriel” em nenhum momento afeta a sua beleza e mantem o álbum em um ponto alto de qualidade. 

“Mocking Bird” é uma verdadeira pérola, um daqueles tipo de música que tem absolutamente tudo, uma melodia bonita, atmosfera forte, orquestração de tirar o fôlego e algumas mudanças radicais que não são menos do que perfeitas. Uma obra-prima para qualquer pessoa que ame música. 

“Vanessa Simmons” é a música onde eles soam mais parecidos com o disco anterior, o que obviamente faz com que seja a faixa mais fraca do disco. Mas aqui ainda é uma peça acústica ao menos interessante. 

“Ball And Chain” apresenta outra mudança radical, muito agressiva e sensual, me lembrando um pouco o Led Zeppelin. Possui excelentes teclados e seções de guitarra. A banda certamente colocou bastante raiva nessa música e o resultado foi ótimo. 

“Lady Loves” é mais uma balada e agora eles decidem fazer uma mistura de algo entre o country e o rock. Bons vocais e um arranjo bem acabado, a faixa não é um destaque, mas fecha o disco com dignidade. 

Ao contrário do que aconteceu na estreia onde pouco se salva, este aqui é certamente um disco ótimo como um todo, descontraído e bastante agradável de ouvir, digo que a Barclay James Harvest mudou de perdidos a uma banda que encontrou seus sons e os entrega ao ouvinte em um álbum cheio de classe e digno de atenção. 

Descontraído e bastante agradável de ouvir
4
09/03/2019

Não é sempre que uma banda consegue melhorar tanto apenas de um disco para o outro, mas a Barclay James Harvest conseguiu dar um salto incrível do seu fraco e previsível disco de estreia para o forte e dramático, Once Again. Parece que se passaram uns quatro ou cinco anos, mas na verdade foram apenas meses para a banda não apenas encontrar o seu caminho, mas melhorar seu som em absolutamente todos os campos. 

O disco começa através de “She Said”, muito drama e uma atmosfera densa e pesada com fortes conexões psicodélicas. O teclado logo de cara se mostra muito mais maduro e sentimental. Após uma primeira seção frenética, uma flauta medieval suave nos prepara para a parte final, onde a banda golpeia o ouvinte com tudo que eles têm. Vale mencionar também as excelentes linhas de guitarra durante a música. 

“Happy Old World” começa de forma densa, mas logo se transforma em uma música de melodia suave. A diferença deste com o primeiro álbum é que as músicas mais suaves são muito interessantes e com uma sonoridade mais elaborada, mostrando uma banda entrando em um território de música progressiva com todo o seu coração e alma. Tudo parece soar mais avançado. 

“Song For Dying” como o nome já sugere é bastante emocional. Piano e guitarra são fantásticos e intensificam a atmosfera criada. Há momentos agressivos e empolgantes, mas sempre melancólicos. Se no disco de estreias as baladas eram ingênuas e previsíveis, aqui soam fortes e dramáticas. 

“Galadriel” é bastante evocativa a ponto de quase me arrancar algumas lágrimas, a adição de orquestra é algo simplesmente notável. A simplicidade de “Galadriel” em nenhum momento afeta a sua beleza e mantem o álbum em um ponto alto de qualidade. 

“Mocking Bird” é uma verdadeira pérola, um daqueles tipo de música que tem absolutamente tudo, uma melodia bonita, atmosfera forte, orquestração de tirar o fôlego e algumas mudanças radicais que não são menos do que perfeitas. Uma obra-prima para qualquer pessoa que ame música. 

“Vanessa Simmons” é a música onde eles soam mais parecidos com o disco anterior, o que obviamente faz com que seja a faixa mais fraca do disco. Mas aqui ainda é uma peça acústica ao menos interessante. 

“Ball And Chain” apresenta outra mudança radical, muito agressiva e sensual, me lembrando um pouco o Led Zeppelin. Possui excelentes teclados e seções de guitarra. A banda certamente colocou bastante raiva nessa música e o resultado foi ótimo. 

“Lady Loves” é mais uma balada e agora eles decidem fazer uma mistura de algo entre o country e o rock. Bons vocais e um arranjo bem acabado, a faixa não é um destaque, mas fecha o disco com dignidade. 

Ao contrário do que aconteceu na estreia onde pouco se salva, este aqui é certamente um disco ótimo como um todo, descontraído e bastante agradável de ouvir, digo que a Barclay James Harvest mudou de perdidos a uma banda que encontrou seus sons e os entrega ao ouvinte em um álbum cheio de classe e digno de atenção. 

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