Bem-vindo ao 80 Minutos

Nós amamos música e adoramos compartilhar nossas avaliações sobre os álbuns de nossas bandas favoritas.

  • Últimas Notas de Barclay James Harvest

Resenha: Barclay James Harvest - Barclay James Harvest (1970)

Por: Tiago Meneses

Acessos: 50

Compartilhar:

Facebook Twitter Google +
User Photo
Album Cover
Uma estreia pouco ou quase nada atrativa
2
09/03/2019

É fato que existe uma linha tênue que divide álbuns decentes de outros que são verdadeiras obras-primas, onde em sua estreia, o pessoal da Barclay James Harvest, não ousaram cruzá-la. Em minha opinião a banda sequer pareceu mostrar o caminho que estavam querendo seguir. Tocando em meio a uma fronteira que divide Herman’s Hermits do Moody Blues, eles eram uma espécie de híbrido preso no tempo entre a Invasão Britânica e a psicodelia primitiva, com alguns bons momentos explorativos e fortes melodias, mas muitas baladas chatas e extremamente simples. 

“Talking Some Time On” é a faixa que abre o disco. Uma música maisntream bastante simples e com algumas influências celtas em uma estrutura muito  comum em bandas da época. Refrão e versos básicos e também de grande simplicidade. Não tem nada demais aqui, não é uma música ruim, mas não passa de algo ok. 

“Mother Dear” é uma balada um tanto estranha que traz com ela um toque meio de música gospel. Possui de um lado um momento melódico e agradável e do outro me faz esboçar a emoção de uma pedra. Novamente, nada demais, mas dessa vez um resultado de fato fraco. 

“The Sun Will Never Shine” começa de maneira suave e calma, mais ou menos como ocorreu na faixa anterior, mas algumas mudanças ainda que tímidas podem ser ouvidas. Muitas vezes o problema da banda é que eles não se arriscam e ficam desenvolvendo a música passo a passo e isso acaba me entediando. Como destaque possui ao menos um ótimo coro e vocais harmoniosos. 

“When The World Was Woken” começa com uma intro de órgão bastante suave, mas logo eles caem no mesmo problema de sonoridade previsível com algumas pinceladas de Procol Harum, mas sem a mesma inventividade. Um momento orquestral nos faz criar uma expectativa, porém, eles dão um passo pra trás para sua zona de conforto. Essa faixa estranhamente os vocais (uma das coisa elogiáveis no disco) aqui parece soar fora do tom. Novamente nota-se influência em Procol Harum, mas as limitações da banda é o que se mostra mais óbvio. 

“Good Love Child” é uma música que remete ao ouvinte um retorno a meados dos anos 60. Soa como Beatles e talvez um pouco de Donovan. O órgão apesar de repetitivo é agradável e a seção rítmica de guitarra também é boa, porém, não salvam a faixa. Tenho certeza absoluta que se isso tivesse sido lançado uns seis ou sete anos antes teria sido um grande sucesso. 

“The Iron Maiden” começa com um toque medieval, mas infelizmente eles não conseguem manter essa excelente atmosfera. A música é tão simples e eclética que o ouvinte pode ficar um pouco confuso sobre pra onde eles estão indo, o que não seria de todo mal se ao menos eles soubessem dizer. Ás vezes eu lamento, porque a banda é formada por bons músicos, mas infelizmente o problema é a falta de ideias. 

“Dark Now My Sky” é o épico que fecha o disco. Aqui é onde eles parecem querer correr mais riscos em uma busca de som único. Eles realizam (finalmente) algo excelente, uma seção de piano muito dramática é provavelmente o ponto mais alto do álbum. Algumas ótimas guitarras e orquestração sendo usada ao máximo são apenas dois ingredientes que fazem desta uma ótima música. Nesse final do álbum eles mostram que é óbvio que se eles quisessem teriam feito algo até mesmo grandioso, mas ficaram tímidos e em uma zona de conforto durante todas as outras seis faixas anteriores. Uma pena esperarem até a última música pra mostrar a real capacidade da banda. 

Uma estreia atípica e que sinceramente eu não recomendaria pra alguém que queira começar a se aventurar no som da banda. Por mais que o melhor momento seja uma faixa que toma quase 1/3 do disco, é praticamente o único atrativo de fato existente aqui, logo, não tem como considerar nem mesmo mediano algo assim. Em resumo, uma estreia pouco ou quase nada atrativa. 

Uma estreia pouco ou quase nada atrativa
2
09/03/2019

É fato que existe uma linha tênue que divide álbuns decentes de outros que são verdadeiras obras-primas, onde em sua estreia, o pessoal da Barclay James Harvest, não ousaram cruzá-la. Em minha opinião a banda sequer pareceu mostrar o caminho que estavam querendo seguir. Tocando em meio a uma fronteira que divide Herman’s Hermits do Moody Blues, eles eram uma espécie de híbrido preso no tempo entre a Invasão Britânica e a psicodelia primitiva, com alguns bons momentos explorativos e fortes melodias, mas muitas baladas chatas e extremamente simples. 

“Talking Some Time On” é a faixa que abre o disco. Uma música maisntream bastante simples e com algumas influências celtas em uma estrutura muito  comum em bandas da época. Refrão e versos básicos e também de grande simplicidade. Não tem nada demais aqui, não é uma música ruim, mas não passa de algo ok. 

“Mother Dear” é uma balada um tanto estranha que traz com ela um toque meio de música gospel. Possui de um lado um momento melódico e agradável e do outro me faz esboçar a emoção de uma pedra. Novamente, nada demais, mas dessa vez um resultado de fato fraco. 

“The Sun Will Never Shine” começa de maneira suave e calma, mais ou menos como ocorreu na faixa anterior, mas algumas mudanças ainda que tímidas podem ser ouvidas. Muitas vezes o problema da banda é que eles não se arriscam e ficam desenvolvendo a música passo a passo e isso acaba me entediando. Como destaque possui ao menos um ótimo coro e vocais harmoniosos. 

“When The World Was Woken” começa com uma intro de órgão bastante suave, mas logo eles caem no mesmo problema de sonoridade previsível com algumas pinceladas de Procol Harum, mas sem a mesma inventividade. Um momento orquestral nos faz criar uma expectativa, porém, eles dão um passo pra trás para sua zona de conforto. Essa faixa estranhamente os vocais (uma das coisa elogiáveis no disco) aqui parece soar fora do tom. Novamente nota-se influência em Procol Harum, mas as limitações da banda é o que se mostra mais óbvio. 

“Good Love Child” é uma música que remete ao ouvinte um retorno a meados dos anos 60. Soa como Beatles e talvez um pouco de Donovan. O órgão apesar de repetitivo é agradável e a seção rítmica de guitarra também é boa, porém, não salvam a faixa. Tenho certeza absoluta que se isso tivesse sido lançado uns seis ou sete anos antes teria sido um grande sucesso. 

“The Iron Maiden” começa com um toque medieval, mas infelizmente eles não conseguem manter essa excelente atmosfera. A música é tão simples e eclética que o ouvinte pode ficar um pouco confuso sobre pra onde eles estão indo, o que não seria de todo mal se ao menos eles soubessem dizer. Ás vezes eu lamento, porque a banda é formada por bons músicos, mas infelizmente o problema é a falta de ideias. 

“Dark Now My Sky” é o épico que fecha o disco. Aqui é onde eles parecem querer correr mais riscos em uma busca de som único. Eles realizam (finalmente) algo excelente, uma seção de piano muito dramática é provavelmente o ponto mais alto do álbum. Algumas ótimas guitarras e orquestração sendo usada ao máximo são apenas dois ingredientes que fazem desta uma ótima música. Nesse final do álbum eles mostram que é óbvio que se eles quisessem teriam feito algo até mesmo grandioso, mas ficaram tímidos e em uma zona de conforto durante todas as outras seis faixas anteriores. Uma pena esperarem até a última música pra mostrar a real capacidade da banda. 

Uma estreia atípica e que sinceramente eu não recomendaria pra alguém que queira começar a se aventurar no som da banda. Por mais que o melhor momento seja uma faixa que toma quase 1/3 do disco, é praticamente o único atrativo de fato existente aqui, logo, não tem como considerar nem mesmo mediano algo assim. Em resumo, uma estreia pouco ou quase nada atrativa. 

Sample photo

Os textos publicados na página do 80 Minutos representam exclusivamente a opinião do autor


Mais Resenhas de Barclay James Harvest

Album Cover

Barclay James Harvest - Once Again (1971)

Descontraído e bastante agradável de ouvir
4
Por: Tiago Meneses
09/03/2019

Quer Mais?

Veja as nossas recomendações:

Album Cover

Hatfield and the North - The Rotters' Club (1975)

Música muito bem trabalhada e equilibrada.
4.5
Por: Tiago Meneses
04/04/2018
Album Cover

Led Zeppelin - Presence (1976)

Rock Pesado!
5
Por: Fábio Arthur
06/10/2018
Album Cover

Magma - Mekanïk Destruktïw Kommandöh (1973)

Música do tipo que assombra a Terra só de tempos em tempos.
5
Por: Tiago Meneses
17/10/2017