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Resenha: Yes - Yes (1969)

Por: Tiago Meneses

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Album Cover
Um disco onde a banda que chegaria tão longe ainda parece perdida
2.5
08/03/2019

Não podemos esperar que muitas bandas de rock progressivo ao iniciar a sua carreira o façam com uma obra-prima ou algo do tipo, principalmente quando falamos de bandas que representam a era clássica de um estilo que sequer estava bem moldado na época (a menos que estejamos falando de King Crimson, Emerson, Lake & Palmer ou alguns poucos gatos pingados). Um bom exemplo foi o Genesis e o seu disco de estreia, um disco pop tocado por jovens universitários, mas pelo menos nesse caso eles lançaram bem o que se propuseram lançar, ou seja, um disco pop. No caso do Yes é bastante óbvio que eles já almejavam algo mais transcendental, porém, acabam falhando miseravelmente criando algo híbrido que não é pop, rock, prog ou mesmo psicodélico, pior, com muitas faixas meio sem pé nem cabeça. Mas apesar disso tudo o disco não é de todo mal e vou tentar mostrar isso enquanto faço seu faixa a faixa. 

O disco tem início através de “Beyond and Before”. Um bom exemplo do que eu falei na introdução desta resenha, não se trata de uma balada e nem de uma música frenética, mesmo quando se inclina para o pop não soa muito como tal, também não é rock nem quando Peter Banks adiciona algumas boas seções rítmicas de guitarra. Os vocais também não são nenhum atrativo e parecem soar até mesmo fora do tom, como se a primeira e a segunda voz nunca tivessem ensaiado e mesmo assim cantam juntas

“I See You” é um cover para uma canção do The Byrds, não possui absolutamente nada de especial, porém, pelo menos desta vez existe uma boa interação jazzística entre Peter Banks e Bill Bruford. Apesar de possuir uns teclados meio fora do lugar, ainda assim consegue apagar um pouco a má impressão deixada pela faixa de abertura. 

“Yesterday And Today” é uma balada bastante delicada sem qualquer tipo de pretensão de soar pomposa. Do começo ao fim apresenta suavidade em melodias simples e bonitas. O piano do final é excelente e os vocais soam melhor que nas duas faixas anteriores. Um bom momento do álbum. 

“Looking Around” já começa de maneira mais animadora e mostrando o Yes progressivo que todos conhecemos (ainda longe da grandeza que mostrariam anos depois). Os teclados de Tony Kaye estão impecáveis e até mesmo avançados para o ano de 1969. A seção rítmica funciona perfeitamente, os vocais estão maravilhosos e a estrutura é extremamente interessante, com mudanças radicais e impressionantes de arranjos. Que lindo seria se todo o álbum tivesse a qualidade dessa faixa. 

“Harold Land” me faz perguntar por qual motivo a banda gravou algo tão decepcionante depois do melhor momento do álbum. Essa é chata do começo ao fim e tenho até preguiça de dissertar sobre. Apenas não recomendo. 

“Every Little This” é um bom cover para a música originalmente gravada pelos Beatles, inclusive é outro momento extremamente convincente do disco. Bom de se ouvir e de um propósito nostálgico cativante. 

Tudo que foi dito na faixa anterior não acontece em "Sweetness", onde sinceramente, não sei o que eles queriam quando gravaram algo tão chato. Falta tudo nessa música, inclusive me falta paciência de escrever algo sobre. 

Antes que o disco chegue ao fim, “Survival”, mostra um Yes em uma excelente performance. Tem uma sonoridade clássica da banda, ainda que soando meio verde, é melhor que muito do que foi apresentado até aqui. Dentro do contexto do disco é sem dúvida alguma uma obra grandiosa. 

Não creio que apesar de seus pontos negativos ele seja classificável abaixo da média, o acho exatamente mediano, mas em uma linha musical diferente do segundo disco da banda e que o classifico da mesma forma, apesar de acha-lo melhor. Um disco onde a banda que chegaria tão longe ainda parece perdida. 

Um disco onde a banda que chegaria tão longe ainda parece perdida
2.5
08/03/2019

Não podemos esperar que muitas bandas de rock progressivo ao iniciar a sua carreira o façam com uma obra-prima ou algo do tipo, principalmente quando falamos de bandas que representam a era clássica de um estilo que sequer estava bem moldado na época (a menos que estejamos falando de King Crimson, Emerson, Lake & Palmer ou alguns poucos gatos pingados). Um bom exemplo foi o Genesis e o seu disco de estreia, um disco pop tocado por jovens universitários, mas pelo menos nesse caso eles lançaram bem o que se propuseram lançar, ou seja, um disco pop. No caso do Yes é bastante óbvio que eles já almejavam algo mais transcendental, porém, acabam falhando miseravelmente criando algo híbrido que não é pop, rock, prog ou mesmo psicodélico, pior, com muitas faixas meio sem pé nem cabeça. Mas apesar disso tudo o disco não é de todo mal e vou tentar mostrar isso enquanto faço seu faixa a faixa. 

O disco tem início através de “Beyond and Before”. Um bom exemplo do que eu falei na introdução desta resenha, não se trata de uma balada e nem de uma música frenética, mesmo quando se inclina para o pop não soa muito como tal, também não é rock nem quando Peter Banks adiciona algumas boas seções rítmicas de guitarra. Os vocais também não são nenhum atrativo e parecem soar até mesmo fora do tom, como se a primeira e a segunda voz nunca tivessem ensaiado e mesmo assim cantam juntas

“I See You” é um cover para uma canção do The Byrds, não possui absolutamente nada de especial, porém, pelo menos desta vez existe uma boa interação jazzística entre Peter Banks e Bill Bruford. Apesar de possuir uns teclados meio fora do lugar, ainda assim consegue apagar um pouco a má impressão deixada pela faixa de abertura. 

“Yesterday And Today” é uma balada bastante delicada sem qualquer tipo de pretensão de soar pomposa. Do começo ao fim apresenta suavidade em melodias simples e bonitas. O piano do final é excelente e os vocais soam melhor que nas duas faixas anteriores. Um bom momento do álbum. 

“Looking Around” já começa de maneira mais animadora e mostrando o Yes progressivo que todos conhecemos (ainda longe da grandeza que mostrariam anos depois). Os teclados de Tony Kaye estão impecáveis e até mesmo avançados para o ano de 1969. A seção rítmica funciona perfeitamente, os vocais estão maravilhosos e a estrutura é extremamente interessante, com mudanças radicais e impressionantes de arranjos. Que lindo seria se todo o álbum tivesse a qualidade dessa faixa. 

“Harold Land” me faz perguntar por qual motivo a banda gravou algo tão decepcionante depois do melhor momento do álbum. Essa é chata do começo ao fim e tenho até preguiça de dissertar sobre. Apenas não recomendo. 

“Every Little This” é um bom cover para a música originalmente gravada pelos Beatles, inclusive é outro momento extremamente convincente do disco. Bom de se ouvir e de um propósito nostálgico cativante. 

Tudo que foi dito na faixa anterior não acontece em "Sweetness", onde sinceramente, não sei o que eles queriam quando gravaram algo tão chato. Falta tudo nessa música, inclusive me falta paciência de escrever algo sobre. 

Antes que o disco chegue ao fim, “Survival”, mostra um Yes em uma excelente performance. Tem uma sonoridade clássica da banda, ainda que soando meio verde, é melhor que muito do que foi apresentado até aqui. Dentro do contexto do disco é sem dúvida alguma uma obra grandiosa. 

Não creio que apesar de seus pontos negativos ele seja classificável abaixo da média, o acho exatamente mediano, mas em uma linha musical diferente do segundo disco da banda e que o classifico da mesma forma, apesar de acha-lo melhor. Um disco onde a banda que chegaria tão longe ainda parece perdida. 

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