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Resenha: Queensryche - The Verdict (2019)

Por: Diógenes Ferreira

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Album Cover
Melhorando aos poucos
3.5
01/03/2019

Enfim o Queensrÿche chega ao seu terceiro disco com Todd La Torre nos vocais e no qual já podemos fazer uma avaliação mais ampla de seu trabalho com a banda até aqui. Substituir um dos maiores vocalistas da história, o imponente Geoff Tate não é tarefa fácil, mas também é fato de que a banda com Geoff já não estava mais dando certo. O time estava rachado com Eddie, Scott e Michael insatisfeitos de um lado e Geoff praticamente sozinho ditando as regras de outro. A separação foi traumática envolvendo até família no meio, sendo que o mais importante, o lado musical e carreira da banda, acabou ficando em segundo plano.

Pois bem, a banda (ou o que sobrou dela) encontrou na figura de Todd La Torre, além de um clone vocal, um companheiro de grupo que voltou a dar o entrosamento que precisavam para se reerguer depois de tantos álbuns equivocados e de gosto duvidoso (para não dizer, chatíssimos). Após o sucesso de ‘Empire’ a banda só veio ladeira abaixo, mas felizmente desde a entrada de Todd, parece que vem aos poucos recuperando a velha forma de álbuns como Rage For Order, voltando a flertar com um som Heavy/Prog mas ainda com experimentações e inovações.

O álbum começa com “Blood Of The Levant” que já ganhou videoclipe e vem com uma levada muito legal, seguida de “Man The Machine” que já empolga logo de cara lembrando bons momentos do clássico álbum Operation:Mindcrime. “Light Years” já vem mais cadenciada e moderna, assim como ”Inside Out” que só melhora no refrão e “Propaganda Fashion”, que mantém o álbum numa decrescente. Porém, “Dark Reverie” volta a trazer luz ao disco com melodias viajantes que remetem ao ‘Empire’. A faixa “Bent” também traz pequenas lembranças novamente do ‘Operation:Mindcrime’ ainda que em pequenas proporções. “Inner Unrest” imprime de novo um ar moderno ao disco, mas de uma forma mais palatável. O disco empolga novamente com “Launder The Conscience” com um certo ar da época do ‘The Warning’ e encerra de maneira viajante com a bela “Portrait”.

Em suma, assim como os dois anteriores com La Torre, ‘The Verdict’ ainda se mostra irregular, alternando altos e baixos, mas todos os três melhores se comparados com a fase que estavam à mercê de Tate e seus devaneios conceituais com músicas no mínimo entediantes. Há sim uma melhora considerável, com composições mais diretas e que gradativamente vem trazendo o velho Queensrÿche de volta. Quem sabe no próximo disco, teremos um álbum 100%   

Melhorando aos poucos
3.5
01/03/2019

Enfim o Queensrÿche chega ao seu terceiro disco com Todd La Torre nos vocais e no qual já podemos fazer uma avaliação mais ampla de seu trabalho com a banda até aqui. Substituir um dos maiores vocalistas da história, o imponente Geoff Tate não é tarefa fácil, mas também é fato de que a banda com Geoff já não estava mais dando certo. O time estava rachado com Eddie, Scott e Michael insatisfeitos de um lado e Geoff praticamente sozinho ditando as regras de outro. A separação foi traumática envolvendo até família no meio, sendo que o mais importante, o lado musical e carreira da banda, acabou ficando em segundo plano.

Pois bem, a banda (ou o que sobrou dela) encontrou na figura de Todd La Torre, além de um clone vocal, um companheiro de grupo que voltou a dar o entrosamento que precisavam para se reerguer depois de tantos álbuns equivocados e de gosto duvidoso (para não dizer, chatíssimos). Após o sucesso de ‘Empire’ a banda só veio ladeira abaixo, mas felizmente desde a entrada de Todd, parece que vem aos poucos recuperando a velha forma de álbuns como Rage For Order, voltando a flertar com um som Heavy/Prog mas ainda com experimentações e inovações.

O álbum começa com “Blood Of The Levant” que já ganhou videoclipe e vem com uma levada muito legal, seguida de “Man The Machine” que já empolga logo de cara lembrando bons momentos do clássico álbum Operation:Mindcrime. “Light Years” já vem mais cadenciada e moderna, assim como ”Inside Out” que só melhora no refrão e “Propaganda Fashion”, que mantém o álbum numa decrescente. Porém, “Dark Reverie” volta a trazer luz ao disco com melodias viajantes que remetem ao ‘Empire’. A faixa “Bent” também traz pequenas lembranças novamente do ‘Operation:Mindcrime’ ainda que em pequenas proporções. “Inner Unrest” imprime de novo um ar moderno ao disco, mas de uma forma mais palatável. O disco empolga novamente com “Launder The Conscience” com um certo ar da época do ‘The Warning’ e encerra de maneira viajante com a bela “Portrait”.

Em suma, assim como os dois anteriores com La Torre, ‘The Verdict’ ainda se mostra irregular, alternando altos e baixos, mas todos os três melhores se comparados com a fase que estavam à mercê de Tate e seus devaneios conceituais com músicas no mínimo entediantes. Há sim uma melhora considerável, com composições mais diretas e que gradativamente vem trazendo o velho Queensrÿche de volta. Quem sabe no próximo disco, teremos um álbum 100%   

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